- Os Correios registraram prejuízo de 3,158 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 83% ante o mesmo período do ano anterior.
- Em 2025, o rombo já soma 8,5 bilhões de reais, segundo cálculos da estatal.
- A empresa pegou empréstimo de 12 bilhões de reais com garantia da União para implementar o plano de reestruturação.
- O último trimestre com resultado positivo foi em 2022 (lucro de 216,7 milhões de reais); nos primeiros semestres seguintes houve déficit: 328 milhões em 2023, 801 milhões em 2024 e 1,7 bilhão em 2025.
- A receita bruta do trimestre foi de 4,04 bilhões de reais. No semestre, a receita líquida caiu 2,3% para 3,85 bilhões; as despesas administrativas subiram para 2,26 bilhões, com passivos judiciais e precatórios somando 1,4 bilhão (44% do prejuízo).
Os Correios divulgaram prejuízo de 3,158 bilhões de reais no 1º trimestre de 2025. O resultado, apresentado no balanço da empresa divulgado no fim de semana passado, representa alta de 83% frente ao saldo negativo de 1,725 bilhão registrado no mesmo período de 2024. O déficit ocorre em meio a ações de reestruturação.
No acumulado do primeiro trimestre, a receita bruta atingiu 4,04 bilhões de reais, valor superior ao esperado para o período. A direção atribui o desempenho à continuidade das medidas de contenção de custos e à recuperação gradual da base de receitas, previstas no plano de reestruturação.
A receita líquida somou 3,85 bilhões de reais nos primeiros seis meses do ano, registrando queda de 2,3% em relação ao mesmo intervalo de 2024. As despesas gerais e administrativas subiram para 2,26 bilhões.
Entre os fatores que mais impactaram o resultado, destacam-se as despesas com passivos judiciais e precatórios, que somaram 1,4 bilhão de reais, equivalentes a 44% do prejuízo do período. A estatal aponta avanços no conjunto de ações estruturantes.
Historicamente, o último trimestre em que os Correios registraram lucro ocorreu em 2022, com ganho de 216,7 milhões. Nos 1º trimestres de 2023, 2024 e 2025 os resultados foram negativos, com quedas de 328 milhões, 801 milhões e 1,7 bilhão, respectivamente.
Desempenho e metas
Segundo a empresa, o conjunto de medidas do Plano de Recuperação visa restaurar o equilíbrio econômico-financeiro e retornar ao lucro líquido até o final de 2027. A meta é consolidar a transformação em uma plataforma de serviços moderna e integrada à economia digital.
A companhia afirmou que a reestruturação inclui fortalecimento da saúde financeira, modernização tecnológica da malha logística e capacitação da força de trabalho, buscando melhorar a eficiência operacional.
A gestão também reforçou que o resultado do trimestre já aponta melhoria em relação a expectativas iniciais, reforçando a continuidade das ações de reorganização e controle de custos para a sustentabilidade da empresa.
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