- O bilionário Peter Thiel mudou parte da sua vida para a Argentina, comprando uma mansão em Buenos Aires e matriculando os filhos em uma escola da capital.
- Ele tem intensificado encontros com integrantes da administração de Javier Milei e aproxima-se ideologicamente do governo ultraliberal.
- Segundo o The New York Times, Thiel vê a Argentina como um “plano B” diante de preocupações com o futuro dos Estados Unidos, incluindo taxação de fortunas na Califórnia e instabilidade global.
- Thiel, cofundador do PayPal e presidente da Palantir, é reconhecido como financiador da direita radical e crítico de universidades, multiculturalismo e intervenção estatal na economia.
- A presença dele é interpretada como sinal de confiança internacional no programa econômico de Milei, refletindo interesse em desregulamentação e abertura econômica.
O bilionário Peter Thiel, cofundador do PayPal e um dos principais financiadores da direita nos EUA, intensificou sua relação com a Argentina nos últimos meses. Acabou comprando uma mansão em Buenos Aires, matriculou os filhos em uma escola da capital e passou a manter encontros frequentes com membros da administração libertária de Javier Milei. A mudança é descrita pelo The New York Times como parte de uma estratégia de ampliar opções internacionais.
Segundo o NYT, Thiel enxerga a Argentina como um “plano B” diante de incertezas sobre o futuro dos Estados Unidos, citando preocupações com propostas de taxação de grandes fortunas na Califórnia e com possíveis impactos de conflitos globais e de IA. A aproximação com Milei envolve alinhamento ideológico em temas como desregulamentação e redução do papel do Estado na economia.
Contexto e motivações
A relação entre Thiel e Milei é marcada por críticas ao socialismo, ao que justificam como cultura woke e à intervenção estatal. O investidor tem histórico de apoiar causas associadas à nova direita global, inclusive com participação em debates sobre questões existenciais e tecnológicas.
Em Buenos Aires, o empresário promoveu encontros com economistas e intelectuais locais para discutir temas religiosos e outros tópicos de interesse, conforme relato do jornal. A trajetória internacional de Thiel também inclui cidadania da Nova Zelândia e passagem por Malta, evidenciando um padrão de diversificação geográfica.
Impacto político e econômico
O governo Milei recebeu a presença de Thiel como sinal de apoio internacional ao seu programa ultraliberal. integrantes do gabinete destacam o interesse do investidor por reformas de desregulamentação e maior abertura econômica. A presença de Thiel é apresentada por apoiadores como indicativo de atratividade argentina para capitais globais.
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