- O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski afirmou que o Brasil pode virar pária internacional após os Estados Unidos classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas.
- Segundo ele, isso pode aumentar o custo de investir no Brasil e trazer riscos de sanções criminais para empresas que se relacionem, direta ou indiretamente, com as facções.
- O ministro da Fazenda, Doaro (confirme: o texto original usa Dario Durigan) Durigan, disse que podem haver sanções discricionárias que afetem bancos, fundos, fintechs e até o Pix.
- Durigan explicou que, se contas ou infraestruturas forem usadas por esses grupos, o sistema financeiro nacional pode passar a ser alvo de sanções.
- O ministro afirmou que o governo, se necessário, apoiará as empresas atingidas, comparando a resposta a medidas tomadas durante o chamado tariffário imposto nos EUA no governo anterior.
O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski afirmou nesta sexta-feira 29 que o Brasil pode se tornar um pária internacional após os Estados Unidos classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas. A medida pode ampliar o risco de atrair sanções e derrubar a confiança de investidores estrangeiros.
Lewandowski disse que o país abrigar organizações terroristas assusta investidores e ele indicou que o custo de investir no Brasil pode aumentar. Segundo ele, empresas podem enfrentar sanções criminais, além das administrativas e fiscais, por relações indiretas com as facções.
A avaliação foi publicada na coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo. O ex-ministro acrescentou que a identificação de facções criminosas pode ser feita pelos resultados de seus crimes, distinguindo-as de um objetivo ideológico típico do terrorismo.
Impacto no sistema financeiro
Pelo lado do governo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que há a possibilidade de sanções discricionárias atingirem bancos, fundos, fintechs e até o Pix. Ele explicou que contas ou infraestruturas usadas por esses grupos podem ser alvo de medidas.
Durigan ressaltou que instituições financeiras poderiam ser atingidas por ações seletivas caso os EUA considerem uso indevido de contas associadas aos grupos rotulados. O ministro mencionou a necessidade de apoio a setores afetados, se for o caso.
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