- A explosão de pedidos de recuperação judicial é atribuída a juros altos, aumento da carga de impostos e desequilíbrio nas contas públicas, que reduzem a confiança de investidores e elevam o custo do crédito para famílias e empresas.
- Marcas tradicionais passaram por dificuldades: Grupo Pão de Açúcar entrou com recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas; Bombril, Brinquedos Estrela e Tok&Stok também buscaram ajuda na Justiça devido a dívidas e ao custo de empréstimos.
- Em 2016 houve pico de crises, mas desde 2017 a 2022 o número de recuperações caiu; a partir de 2023 houve alta acentuada, de 833 recuperações anuais para mais de 5,2 mil em 2025, um aumento de aproximadamente 276%.
- Correios, empresa pública, registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e recorreu a empréstimos garantidos pelo Tesouro para manter investimentos, agravando as contas públicas.
- Analistas comentam que a tendência pode continuar em 2027, com necessidade de ajuste fiscal mais firme e controle de gastos e da inflação para evitar juros ainda mais altos e impactos na recuperação de empresas e empregos.
A crise de recuperação judicial no Brasil ganhou dimensão durante o governo Lula, com aumento expressivo no número de pedidos. Especialistas apontam fatores como juros elevados, maior carga tributária e controle de gastos públicos como ambiente desfavorável aos negócios. A deterioração da confiança de investidores eleva o custo do crédito e dificulta o pagamento de dívidas pelas empresas, levando algumas a buscar auxílio judicial.
Entre os casos que ganharam destaque estão o GPA, que entrou com recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas, e a Bombril, pressionada por compromissos bilionários. Também aparecem Brinquedos Estrela e Tok&Stok, com queda de demanda e custos de empréstimos mais altos impactando o abastecimento de caixa.
Contexto macro e trajetória recente
O Brasil vive uma reversão de tendência: após pico em 2016, o número de crises caiu sob governos anteriores, atingindo menor nível em 2022. A partir de 2023, os pedidos subiram, passando de 833 recuperações anuais para mais de 5,2 mil em 2025, um salto de 276%.
Situação das empresas públicas
Os Correios revealam prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, alavancado por atraso tecnológico e aumento de custos. A estatal já recorre a empréstimos garantidos pelo Tesouro para manter investimentos mínimos, ampliando o peso sobre as contas públicas.
Olhando adiante
Analistas ressaltam perspectiva de 2027 com alta probabilidade de novas falências. Caso gastos públicos e inflação não sejam contidos, pode haver pressão por juros mais elevados, o que dificulta recuperação de empresas e criação de empregos.
Conteúdo produzido com informações da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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