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Nova fase da Carbono Oculto investiga uso de fintechs por crime organizado

Nova fase da Operação Fluxo Oculto mira fintechs usadas como bancos paralelos por crime organizado, com movimentação acima de R$ 26 bilhões nos últimos quatro anos

Organização criminosa movimentou mais de R$ 26 bilhões nos últimos quatro anos, segundo os investigadores
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  • Nova fase da Operação Carbono Oculto, denominada Fluxo Oculto, investiga adulteração de combustível, evasão fiscal e lavagem de dinheiro.
  • A apuração aponta movimentação superior a R$ 26 bilhões nos últimos quatro anos por meio de seis fintechs atuando como bancos paralelos da organização criminosa.
  • Foram cumpridos quarenta e dois mandados de busca e apreensão, em São Paulo e outros estados, com a participação de mais de cento e setenta policiais militares e trinta e oito auditores fiscais estaduais.
  • A investigação aponta infiltração de criminosos na economia formal, via distribuidoras de combustível, postos de gasolina e empresas financeiras, para processar transações, movimentar recursos entre veículos de investimento e financiar despesas de operadores-chave.
  • As fintechs citadas pela apuração são Ceopag Instituição de Pagamento e grupo, America Payment, Sispay Instituição de Pagamento e grupo, Smart Solutions Instituição de Pagamento e grupo, YAW Instituição de Pagamento e Ello Gestora de Recursos Ltda.; representantes não responderam aos pedidos de comentário.

A nova fase da Operação Carbono Oculto, chamada Fluxo Oculto, mira suposto esquema de adulteração de combustíveis, evasão fiscal e lavagem de dinheiro. A investigação envolve autoridades federais e do estado de São Paulo e foi divulgada por procuradores nesta quinta-feira. A ação envolve a infiltração de organizações criminosas na economia formal, com uso de fintechs como bancos paralelos.

Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em diversas regiões de São Paulo, com a participação de mais de 170 policiais militares e 38 auditores fiscais estaduais. Mandados também ocorreram em outros estados do país. A operação é a mais recente de um conjunto de investigações iniciadas no ano anterior.

Segundo os investigadores, ao menos seis fintechs atuariam como operadores financeiros da organização, movimentando mais de R$ 26 bilhões nos últimos quatro anos. Operações incomuns para o setor, como depósitos em dinheiro vivo, foram registradas pela Receita Federal.

Dados e desdobramentos

A apuração aponta infiltração profunda na economia formal, com uso de distribuidoras de combustíveis, postos e empresas financeiras para processar transações internas e financiar despesas de operadores. O objetivo seria manter o fluxo de capitais e sustentar o poder econômico das redes criminosas.

Entre as fintechs associadas, conforme apuração, estão Ceopag Instituição de Pagamento, America Payment SA, Sispay Instituição de Pagamento, Smart Solutions Instituição de Pagamento, YAW Instituição de Pagamento e Ello Gestora de Recursos. Representantes não foram localizados para comentar.

Contexto e próximos passos

A investigação também foca no desvio do insumo químico nafta, utilizado para adulterar combustíveis, com empresas de fachada simulando vendas de solventes. Procuradores destacam avanço no mapeamento do ecossistema criminoso e das práticas de lavagem de capitais.

A operação foi anunciada pelo ministro da Fazenda, que ressaltou o objetivo de aprofundar o combate ao crime organizado por meio de ações coordenadas e medidas de asfixia financeira. As informações foram confirmadas pela imprensa internacional, com base em fontes oficiais.

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