- Ministros discutem suspender a carbon tax sobre fertilizantes, que entraria em vigor no início do próximo ano, para ajudar a conter a inflação de alimentos.
- A medida faria parte de um pacote que também prevê a suspensão de tarifas de importação de alimentos como pão, biscoitos e bananas.
- Existe tensão entre o Tesouro e o Departamento de Negócios e Comércio (DBT) porque o Tesouro não quer alterar a Lei de Finanças de 2026 para suspender a taxação.
- Os custos de fertilizante subiram desde o início do conflito no Irã; cerca de trinta e cinco por cento dos fertilizantes passam pelo estreito de Hormuz, e já houve cerca de um milhão de toneladas retidas no Golfo.
- O fertilizante é majoritariamente importado, com o custo atual em cerca de £618 por tonelada, e há expectativa de que tarifas adicionais haja um acréscimo de até £100 por tonelada.
Ministros discutem suspender imposto de carbono sobre fertilizantes, previsto para entrar em vigor no início do próximo ano, para conter a inflação de alimentos. A medida faria parte de um pacote que inclui a suspensão de tarifas de importação em itens como pão, biscoitos e bananas.
Fontes do governo indicaram que o objetivo é reduzir tarifas sobre fertilizantes para desencorajar os produtores de manter os campos ociosos. Contudo, há tensão entre o Tesouro e o Departamento de Comércio e Negócios (DBT) devido à possível necessidade de alterações na Lei de Finanças de 2026 para suspender o imposto.
O DBT avalia diversas formas de reduzir o custo do fertilizante para o setor agropecuário e consulta agricultores sobre tarifas. Atualmente, algumas importações enfrentam uma tarifa de 6%. O cálculo em vigor visa alinhar tarifas com regulamentos da UE.
Os agricultores enfrentam custos crescentes e avaliam deixar áreas de cultivo sem plantio para evitar prejuízos com a safra 2027, o que pode elevar ainda mais a inflação de alimentos. O tema ganha importância diante da conjuntura de custos elevados e do conflito no Irã.
Dados indicam que o custo do fertilizante subiu desde o início do conflito no Irã, com interrupções no estreito de Hormuz afetando o abastecimento. Aproximadamente 35% do fertilizante mundial passa pela região, e cerca de 1 milhão de toneladas ficaram retidas no Golfo desde o início do conflito.
Produtores de fertilizantes sinalizaram que as novas tarifas, alinhadas a um regime da UE, podem acrescentar até 100 libras por tonelada ao custo. Estima-se que o preço atual esteja em torno de 618 libras por tonelada, segundo a Agriculture and Horticulture Development Board.
O imposto em discussão é relacionado ao CBAM, o mecanismo de ajuste de carbono na fronteira, introduzido pela UE em 2023. O CBAM incide sobre importadores com base nas emissões de gases de efeito estufa na produção dos fertilizantes.
Como parte de medidas paralelas, o governo já reduziu tributos sobre combustível para agricultores, incluindo diesel vermelho e biodiesel com reembolso, em mais de um terço, para manter o custo da produção mais baixo.
Relatórios internos sugerem que um agricultor de trigo de 500 acres pode enfrentar perda de cerca de 70 mil libras em 2027 devido ao aumento de custos relacionado ao conflito Iraniano. As decisões sobre a safra de 2027 estão voltadas para o curto prazo.
O Conselho Nacional de Valorização Agrícola ainda destaca que o Reino Unido depende fortemente da importação de fertilizantes, respondendo por cerca de 60% da demanda, com aproximadamente 40% sendo produzido internamente. A depender das discussões, mudanças regulatórias podem impactar esse equilíbrio.
O DBT não informou detalhes adicionais, e o Tesouro não comentou o assunto. O andamento das negociações indica uma etapa decisiva para definir se o imposto de carbono sobre fertilizantes será temporariamente suspenso e como isso afetará o mercado agrícola.
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