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Arábia Saudita adquire camelo; 5 importações surpreendentes de países

Casos inusitados mostram importação de camelos, kiwis, castanhas, gelo e areia para suprir demanda sazonal, logística ou industrial

Cinco camelos marrons, dois adultos e três filhotes, em pé na areia de um deserto árido sob céu claro. Um filhote encosta a cabeça no pescoço de um adulto, enquanto os outros olham para diferentes direções. O solo arenoso tem pequenas manchas de vegetação rasteira e o horizonte é uma linha clara de areia e céu
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  • Arábia Saudita importa camelos da Austrália, especialmente para carne e competições, migrando de fontes tradicionais na África.
  • Nova Zelândia importa kiwis da Itália para atender a demanda, principalmente durante o verão, quando a fruta está fora de época.
  • Brasil importa castanha-do-pará da Bolívia, que exporta mais e mantém uma cadeia de coleta eficiente; o Brasil lidera, às vezes, as importações.
  • Islândia importa gelo de Noruega, Reino Unido e Estados Unidos para conservação de alimentos, pois produzir gelo localmente não é mais econômico.
  • Emirados Árabes Unidos importam areia de Austrália, China e Bélgica para atender ao crescente setor imobiliário, já que a areia do deserto não é adequada para construção.

Às vezes, o que parece abundante pode não estar disponível no momento ideal. Por isso, o comércio internacional recorre a importações para suprir demanda. Abaixo, cinco casos curiosos de países que importam itens inusitados.

1) Arábia Saudita importa camelos da Austrália

A Arábia Saudita passou a importar camelos da Austrália, onde há a maior população do animal. A mudança ocorreu após fatores como doenças, secas e instabilidade regional restringirem fornecimentos tradicionais do Norte da África. Além da carne, camelos ganham espaço em corridas no país.

2) Nova Zelândia importa kiwis da Itália

Na Nova Zelândia, a demanda por kiwis italiana aumentou desde 1998, quando passou a importar para complementar a produção local. Cerca de um quarto do kiwi consumido no país vem do exterior, com a Itália como principal fornecedora, especialmente no verão neozelandês.

3) Brasil importa castanha-do-pará da Bolívia

A castanha-do-pará, nativa da Floresta Amazônica, é amplamente comercializada entre Brasil, Bolívia e Peru. A Bolívia exporta a maior parte, mas o Brasil lidera as importações, comprando a grão já processado ou cru para empacotamento interno. A prática é antiga e contínua.

4) Islândia importa gelo de vários países

A Islândia, distante e com clima desafiador, compra gelo para conservação de alimentos, entre outros itens. Importar tende a ser mais econômico do que produzir localmente, já que o foco do país está em usos industriais mais lucrativos, como a fundição de alumínio.

5) Emirados Árabes importam areia

Areia de deserto não serve para construção por apresentar grãos inadequados. Por isso, Emirados, como Abu Dhabi e Dubai, e também a Arábia Saudita, importam areia de países como Austrália, China e Bélgica. Em 2023, os Emirados importaram cerca de 6 milhões de toneladas de areia, avaliadas em mais de 40 milhões de dólares.

Esses casos ilustram como a logística, a qualidade de insumos e a eficiência econômica moldam decisões de importação, mesmo em países com recursos naturais abundantes.

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