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Prévia da inflação sobe 0,62% influenciada por alimentação e bebidas

IPCA-15 avança 0,62% em maio, com alimentação e bebidas puxando a alta (1,38%); transportes recua 0,33%

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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  • O IPCA-15 de maio variou 0,62%, com a prévia da inflação 0,27 ponto percental abaixo de abril (0,89%).
  • Em relação a maio de 2025 e ao acumulado no ano anterior, houve alta: acumula 3,02% no ano e 4,64% em 12 meses; maio de 2025 registrou 0,36%.
  • Os principais impulsos no mês foram: alimentação e bebidas (1,38%), habitação (1,03%) e saúde e cuidados pessoais (1,05%).
  • No grupo transportes houve queda de -0,33%, com combustíveis desacelerando de 6,06% em abril para -1,47% em maio.
  • Ainda em transportes, gases veiculares subiram 2,12% e a passagem aérea avançou 3,25% após recuo em abril; no domicílio, alimentação fora de casa contribuiu com 0,51%.

O IPCA-15 de maio ficou em 0,62%, segundo o IBGE. A leitura aponta alta menor do que a de abril (0,89%), mas ainda aponta avanço em relação ao ano anterior e ao longo de 12 meses. O indicador mede a prévia da inflação para famílias de 1 a 40 salários mínimos nas 13 áreas pesquisadas.

Comparando com maio de 2025, o índice registrou alta. No acumulado de 2026, o IPCA-15 soma 3,02%, e em 12 meses chega a 4,64%, ante 4,37% nos 12 meses anteriores. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%.

Variações por grupo

Entre os nove grupos, alimentação e bebidas foi o principal motor do aumento, com 1,38%. Em seguida, habitação (1,03%) e saúde e cuidados pessoais (1,05%) tiveram as maiores contribuições ao índice.

Observou-se variação menor em transportes (-0,33%) e despesas pessoais (0,50%), com quedas em combustíveis no mês.

Transportes e combustíveis

No grupo transportes, o índice retraiu 0,33%. Os combustíveis desaceleraram de 6,06% em abril para -1,47% em maio, puxados pela queda no etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%).

Já o gás veicular subiu 2,12%, e a passagem aérea avançou 3,25% após recuo de 14,32% em abril. O ônibus urbano caiu 0,56%, influenciado pela gratuidade ou redução tarifária dominical em São Paulo (0,44%) e Salvador (0,36%), além de feriados em Brasília (-3,30%), Belém (-3,41%), Belo Horizonte (-3,29%) e Curitiba (-1,46%).

Alimentação e habitação

No grupo alimentação e bebidas, alta de 1,38%. Alimentação no domicílio ficou em 1,73%, ante 1,77% em abril, com quedas de maçã (-2,32%) e café moído (-2,09%). Destaques de alta: batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%).

Alimentação fora do domicílio subiu 0,51%, com refeições em 0,57% e lanches em 0,87%, ainda acima da inflação do mês.

O grupo habitação subiu 1,03%, com energia elétrica residencial em alta de 2,16% como principal impacto. A bandeira tarifária amarela, vigente em maio, acrescentou 1,885 real a cada 100 kWh consumidos.

Saúde

Saúde e cuidados pessoais avançaram 1,05%, influenciados por higiene pessoal (1,60%), produtos farmacêuticos (1,25%) e plano de saúde (0,5%). O IBGE aponta impacto do reajuste de até 3,81% nos preços de medicamentos desde 1º de abril.

Coleta de preços e abrangência

As informações foram coletadas entre 16 de abril e 15 de maio, comparadas com períodos de 18 de março a 15 de abril de 2026. O IPCA-15 refere-se a famílias de 1 a 40 salários mínimos, cobrindo Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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