- A Micron Technology atingiu valor de mercado de US$ 1 trilhão nesta terça-feira, após as ações subirem 18% e passarem de US$ 890.
- Analistas do UBS elevaram o preço-alvo para US$ 1.625, o maior entre as 46 instituições que acompanham a companhia.
- A ação acumula alta de 177% neste ano e mais de 800% nos últimos 12 meses.
- A empresa ressalta chips de memória de alta largura de banda como componentes-chave para IA, com produção de HBMs já comercializada para 2026 e expansão de US$ 2 bilhões em Manassas, na Virgínia.
- Futuros resultados, em junho, serão acompanhados para confirmar cronograma de produção e contratos de longo prazo, além de avaliar o impacto da maior capacidade de Samsung e SK Hynix na oferta.
A Micron Technology atingiu nesta terça-feira o patamar de US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez, após suas ações subirem 18% e chegarem a mais de US$ 890. A alta foi impulsionada por uma recomendação positiva de Wall Street, que destacou os chips de memória como elementos-chave para o desenvolvimento da inteligência artificial, ao lado dos chips de processamento da Nvidia.
Analistas do UBS elevaram o preço-alvo da Micron para US$ 1.625, o maior entre as 46 instituições que acompanham a empresa. A revisão sugere uma avaliação próxima de US$ 1,8 trilhão nos próximos 12 meses. O consenso de mercado, segundo a FactSet, fica em US$ 684,32 por ação.
As ações da Micron acumulam alta de 177% neste ano e avançaram mais de 800% nos últimos 12 meses, tornando-se um dos ativos com melhor desempenho no S&P 500 em 2026. A valorização ocorre em meio a expectativas sobre demanda por memória para IA e ciclos de oferta que vinham sendo desafiadores para o setor.
Panorama do ativo e mercado
A Micron fabrica chips de memória, componentes que armazenam dados usados por máquinas, ao contrário dos chips de processamento como GPUs da Nvidia, que realizam cálculos. O segmento de memória passou a ser visto como mais estratégico com o avanço da IA, exigindo volumes maiores de dados armazenados próximos aos processadores.
Entre os principais produtores globais, a Micron está entre as três empresas capazes de produzir memória de alta velocidade em grande escala, ao lado da Samsung e da SK Hynix. A memória de alto desempenho, usada em servidores de IA, tornou-se o principal motor de demanda no setor.
Durante teleconferência de resultados, o presidente e CEO Sanjay Mehrotra disse que toda a produção de memória de alta largura de banda prevista para 2026 já foi comercializada. A companhia também anunciou expansão de US$ 2 bilhões na fábrica de Manassas, na Virgínia, como parte de esforço para repatriar produção de semicondutores.
Investidores e próximos passos
Na prática, o movimento de Wall Street refletiu também na composição de carteiras de grandes gestores. Appaloosa Management, de David Tepper, ampliou posição na Micron em 11% neste ano, tornando a empresa a segunda maior posição da firma, avaliada em US$ 562,5 milhões. Bridgewater Associates divulgou, em documento regulatório, aumento de quase 66% na participação e maior peso da ação na carteira.
Os próximos resultados trimestrais, previstos para junho, devem detalhar se a produção dos chips mais recentes está dentro do cronograma e se contratos de longo prazo com clientes permanecem estáveis. Os analistas observarão ainda o impacto da expansão de capacidade da Samsung e da SK Hynix sobre a oferta de memória.
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