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Empresários pressionam Alcolumbre para barrar votação sobre fim da escala 6×1

Empresários pressionam o Senado para adiar a votação da PEC que encerra a escala 6x1, alegando motivação eleitoral e risco de alta de preços

Líderes empresariais pedem que Senado deixe discussão, após eventual aprovação na Câmara, para depois das eleições. (Foto: Pedro Gontijo/Agência Senado)
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  • Empresários se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para pedir o adiamento da votação da PEC que põe fim à escala 6×1 após eventual aprovação na Câmara.
  • O grupo afirma que a proposta está sendo usada como bandeira eleitoral e defende debate posterior às eleições.
  • Participaram cerca de 30 lideranças, entre elas Paulo Skaf (Fiesp) e Ricardo Alban (CNI), que reiteraram a necessidade de não acelerar o tema.
  • A Câmara já tem relatório apresentado na comissão especial e a votação é prevista para esta quarta-feira, 27, com aval do presidente da Casa, Hugo Motta.
  • A PEC prevê transição de um ano para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com ajustes possíveis por acordos coletivos em categorias específicas; após aprovação na Câmara, o texto segue para o Senado, em dois turnos.

Empresários pressionam o Senado para adiar votação do fim da escala 6×1 antes das eleições. O encontro ocorreu nesta terça-feira (26) com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O objetivo é postergar a aprovação da proposta caso haja avanço na Câmara.

O grupo afirma que a medida seria usada como bandeira eleitoral e cobra debate após as eleições. Participaram cerca de 30 lideranças, entre elas Paulo Skaf, da Fiesp, e Ricardo Alban, da CNI. Eles argumentam que a discussão não deve ocorrer de forma açodada.

Alcolumbre ouviu os argumentos do setor produtivo, segundo relato de participantes, e reconheceu a complexidade do tema. O encontro ocorreu em meio ao avanço na Câmara, onde o relatório já foi apresentado na comissão especial.

O que é a PEC

O texto prevê uma transição de um ano para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. A carga cairia para 42 horas após 60 dias da promulgação e chegaria a 40 horas após 12 meses.

A proposta prevê ajustes por meio de acordos coletivos para categorias com regras específicas, como saúde e trabalhadores embarcados. Detalhes adicionais dependeriam de novos projetos de lei e negociações entre patrões e trabalhadores.

Empresários defendem que mudanças na jornada ocorram principalmente por meio de convenções coletivas e acordos setoriais. Eles citam exemplos internacionais para sustentar a necessidade de considerar a realidade econômica de cada setor.

Após a Câmara, a PEC seguirá para o Senado em dois turnos. A aprovação exige apoio de ao menos 308 deputados e 49 senadores, conforme o texto em discussão.

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