- Estudo da Serasa Experian aponta que a renda do domicílio pode reduzir o risco de inadimplência, com queda de 11,4% para 8,1% ao comparar domicílios de menor e maior renda (redução de cerca de 29%).
- Entre idosos com 60 anos ou mais em domicílios com renda acima de cinco salários-mínimos, a inadimplência cai de 9,4% para 6,5% (aproximadamente 31%).
- Entre jovens de até 25 anos, a redução é de 24%, indo de 15,9% para 12,1%.
- Para quem ganha até dois salários mínimos, a taxa de inadimplência cai de 13% para 10,8% em domicílios de renda mais elevada (redução de 17%).
- A Serasa utiliza o modelo Renda 360 para estimar renda agregada do domicílio a partir de sinais como geolocalização e transações de cartão; não afeta o Score individual, funcionando como camada adicional de análise para credores.
A renda do domicílio pode influenciar significativamente o risco de inadimplência, segundo estudo da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira (26). A pesquisa aponta que o contexto financeiro da casa funciona como fator relevante para prever a capacidade de pagamento dos consumidores, além da renda individual.
Ao comparar domicílios de menor renda com os de maior renda, a taxa de inadimplentes cai de 11,4% para 8,1%, uma redução de cerca de 29%. O efeito é mais expressivo em determinados grupos, como idosos com 60 anos ou mais, em domicílios com renda acima de cinco salários-mínimos, onde a queda chega a 31% (de 9,4% para 6,5%).
Entre jovens até 25 anos, a redução é de 24%, indo de 15,9% para 12,1%. O estudo considera inadimplentes os CPFs com atrasos superiores a 60 dias após a concessão de crédito.
Contexto domiciliar e renda individual
A pesquisa também analisa impactos entre consumidores de baixa renda individual. Quem ganha até dois salários-mínimos apresenta queda de inadimplência de 13% para 10,8% quando está em domicílios de renda mais elevada, um recuo de 17%.
Dados foram obtidos por meio do modelo Renda 360, solução da Serasa que estima a renda agregada do domicílio a partir de sinais como geolocalização e transações de cartão de crédito. A ferramenta captura padrões de convivência para oferecer leitura mais ampla da capacidade de pagamento.
Limites e uso da ferramenta
Segundo a Serasa, o contexto domiciliar não altera o Score individual do consumidor; o cálculo de risco pessoal permanece inalterado. O Renda 360 atua como camada adicional de análise para credores, não como modificador da pontuação.
O estudo reforça que dados comportamentais domiciliares ajudam a calibrar modelos de risco, especialmente para perfis com histórico de crédito limitado, chamados thin files. A renda agregada pode revelar que a renda individual subestima a condição financeira real.
A Serasa indica que a solução já é usada por bancos, fintechs, varejistas e seguradoras. As fintechs utilizam para ampliar concessões em perfis thin file, enquanto bancos e varejistas ajustam limites em operações de maior volume.
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