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Renda do domicílio reduz inadimplência em até 31% segundo Serasa

Renda do domicílio reduz inadimplência, com quedas de até 31% entre idosos e 24% entre jovens, incluindo benefício à renda individual baixa

Análise do contexto familiar pode ajudar a melhorar o perfil de crédito do consumidor. (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)
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  • Estudo da Serasa Experian aponta que a renda do domicílio pode reduzir o risco de inadimplência, com queda de 11,4% para 8,1% ao comparar domicílios de menor e maior renda (redução de cerca de 29%).
  • Entre idosos com 60 anos ou mais em domicílios com renda acima de cinco salários-mínimos, a inadimplência cai de 9,4% para 6,5% (aproximadamente 31%).
  • Entre jovens de até 25 anos, a redução é de 24%, indo de 15,9% para 12,1%.
  • Para quem ganha até dois salários mínimos, a taxa de inadimplência cai de 13% para 10,8% em domicílios de renda mais elevada (redução de 17%).
  • A Serasa utiliza o modelo Renda 360 para estimar renda agregada do domicílio a partir de sinais como geolocalização e transações de cartão; não afeta o Score individual, funcionando como camada adicional de análise para credores.

A renda do domicílio pode influenciar significativamente o risco de inadimplência, segundo estudo da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira (26). A pesquisa aponta que o contexto financeiro da casa funciona como fator relevante para prever a capacidade de pagamento dos consumidores, além da renda individual.

Ao comparar domicílios de menor renda com os de maior renda, a taxa de inadimplentes cai de 11,4% para 8,1%, uma redução de cerca de 29%. O efeito é mais expressivo em determinados grupos, como idosos com 60 anos ou mais, em domicílios com renda acima de cinco salários-mínimos, onde a queda chega a 31% (de 9,4% para 6,5%).

Entre jovens até 25 anos, a redução é de 24%, indo de 15,9% para 12,1%. O estudo considera inadimplentes os CPFs com atrasos superiores a 60 dias após a concessão de crédito.

Contexto domiciliar e renda individual

A pesquisa também analisa impactos entre consumidores de baixa renda individual. Quem ganha até dois salários-mínimos apresenta queda de inadimplência de 13% para 10,8% quando está em domicílios de renda mais elevada, um recuo de 17%.

Dados foram obtidos por meio do modelo Renda 360, solução da Serasa que estima a renda agregada do domicílio a partir de sinais como geolocalização e transações de cartão de crédito. A ferramenta captura padrões de convivência para oferecer leitura mais ampla da capacidade de pagamento.

Limites e uso da ferramenta

Segundo a Serasa, o contexto domiciliar não altera o Score individual do consumidor; o cálculo de risco pessoal permanece inalterado. O Renda 360 atua como camada adicional de análise para credores, não como modificador da pontuação.

O estudo reforça que dados comportamentais domiciliares ajudam a calibrar modelos de risco, especialmente para perfis com histórico de crédito limitado, chamados thin files. A renda agregada pode revelar que a renda individual subestima a condição financeira real.

A Serasa indica que a solução já é usada por bancos, fintechs, varejistas e seguradoras. As fintechs utilizam para ampliar concessões em perfis thin file, enquanto bancos e varejistas ajustam limites em operações de maior volume.

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