- A Lilly concordou em comprar três desenvolvedoras de vacinas por até US$ 3,8 bilhões, expandindo atuação em doenças infecciosas.
- Curevo rende até US$ 1,5 bilhão pela vacina amezosvateína, voltada à prevenção de herpes zóster em adultos.
- LimmaTech Biologics é adquirida por até US$ 780 milhões para combater patógenos bacterianos como gonorreia e clamídia.
- Vaccine Company entra no acordo por até US$ 1,55 bilhão, oferecendo plataforma de vacinas e programa principal contra o vírus Epstein-Barr em estágio inicial.
- A operação faz parte da estratégia da Lilly de diversificar receitas além do peso de Mounjaro, em meio a um contexto de menor fomento a vacinas nos EUA.
A Eli Lilly fechou acordo para comprar três desenvolvedoras de vacinas em uma operação que pode chegar a US$ 3,8 bilhões. A estratégia amplia o portfólio da farmacêutica em doenças infecciosas, diversificando receitas fora do foco em obesidade.
As aquisições envolvem Curevo, LimmaTech Biologics e Vaccine Company, proporcionando acesso a vacinas contra herpes-zóster, patógenos bacterianos e o vírus Epstein-Barr. Os anúncios foram feitos em comunicado na terça-feira.
A operação ocorre em meio a um momento de aperto no financiamento de vacinas nos EUA, após cortes de apoio governamental durante a gestão de RFK Jr. O mercado reagiu com leve alta das ações da Lilly, que subiram 1,3% na abertura de negociações.
A Lilly mantém histórico na área de doenças infecciosas, com atuação desde a produção de penicilina até a vacinação contra poliomielite. A companhia já sinalizou interesse renovado no setor ao contratar, no ano passado, um ex-funcionário da FDA para supervisionar esses projetos.
Detalhes dos acordos
- Curevo: aquisição pode chegar a US$ 1,5 bilhão, incluindo o principal produto amezosvateína, para prevenção de herpes-zóster em adultos, competindo com Shingrix, da GSK.
- LimmaTech Biologics: compra por até US$ 780 milhões em dinheiro, com foco em patógenos bacterianos que causam infecções por estafilococos, gonorreia e clamídia.
- Vaccine Company: operação de até US$ 1,55 bilhão em dinheiro, oferecendo uma plataforma de vacina proprietária com programas contra várias infecções; o principal foco é o Epstein-Barr, em estágio inicial de testes.
A Lilly enfatiza que as aquisições fortalecem um pipeline voltado a prevenir doenças na origem, não apenas tratar sequelas. Os acordos envolvem pagamentos adiantados e marcos de performance a serem atingidos. As negociações foram inicialmente divulgadas pelo Wall Street Journal.
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