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Juliana Bonamin diz que Brasil é formado por vários Brasis

Mondelēz Brasil regionaliza operações para ampliar precisão analítica e acelerar expansão, com R$ 1 bilhão em capacidade e R$ 400 milhões em inovação até 2030

A companhia anunciou R$ 400 milhões em inovação e R$ 1 bilhão em expansão da capacidade produtiva
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  • A Mondelēz Brasil investirá R$ 400 milhões em inovação e R$ 1 bilhão na expansão da capacidade produtiva, com a regionalização respondendo por um terço do crescimento até 2030.
  • Juliana Bonamim, vice-presidente de vendas, afirma que o Brasil é formado por vários Brasis e que a regionalização aumenta a precisão na tomada de decisão, adaptando marcas como Lacta, Bis e Sonho de Valsa.
  • A estratégia permite compartilhar ações entre mercados com características semelhantes, mesmo entre regiões diferentes, e exigir abordagens distintas em cidades próximas.
  • O contexto do varejo brasileiro inclui projeções de crescimento do social commerce, que deve chegar a US$ 6,92 bilhões até 2030, e do e-commerce, que deve movimentar R$ 258 bilhões em 2026.
  • A implementação foca em análise de dados, planos conjuntos com varejo por meio de JVCs (joint ventures de varejo) e indicadores como sell-out, participação de mercado e penetração para medir retorno.

A Mondelēz Brasil anunciou uma reorganização de operação com foco na regionalização para sustentar o crescimento além da lógica regional tradicional. A estratégia envolve investimentos de inovação de R$ 400 milhões e de expansão da capacidade produtiva de R$ 1 bilhão, com participação de um terço do aporte total previsto até 2030. A decisão mira maior precisão analítica, velocidade de decisão e integração entre áreas, adaptando-se às especificidades locais.

No Brasil, o consumo apresenta características distintas por região, cidade e canal. O avanço do varejo multicanal e da jornada de compra não linear impõe estratégias diferentes conforme o contexto, clima, logística e comportamento de consumo. A Mondelēz busca responder a esse cenário com uma estrutura que permita tratar o país como uma soma de mercados com particularidades.

A empresa destaca que mercados com semelhanças podem compartilhar caminhos, mesmo estando fora da mesma região, enquanto cidades próximas podem exigir abordagens distintas dependendo do papel que ocupam na operação. A ideia é traduzir a complexidade brasileira em decisões mais alinhadas com cada contexto de mercado.

Estratégia de regionalização

Juliana Bonamin, vice-presidente de vendas da Mondelēz no Brasil, explica que a regionalização aumenta a capacidade de priorização. Segundo ela, pequenas mudanças em determinados mercados podem ter impactos relevantes, enquanto outros demandam estratégias mais robustas de ativação, distribuição ou desenvolvimento de categorias.

A companhia aponta que a regionalização eleva a eficiência ao direcionar recursos para oportunidades com maior retorno. Dados de desempenho como sell-out, participação de mercado, penetração e evolução de categorias passam a orientar as decisões, em vez de tratar o Brasil como um único mercado.

Implementação e parcerias

Bonamin ressalta a importância de trabalhar próxima aos parceiros de varejo, incluindo planos conjuntos com os formatos JVCs. A atuação regionalizada exige integração entre inteligência comercial, dados e relações com o varejo para responder a contextos variados de cada mercado, canal e tipo de ponto de venda.

A transformação envolve também a adaptação de mensagens, formatos de execução e linguagem de marca para diferentes regiões, mantendo coerência nacional onde cabível, mas com ajustes locais para ampliar relevância e adesão de consumidores.

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