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Consumidores britânicos devem enfrentar preços mais elevados por muitos meses

Preço nas lojas do Reino Unido deve permanecer alto por meses, diante de custos de energia, frete e matérias-primas elevadas; apenas 16% das empresas escaparam

Health and beauty products are among the items that have risen most in recent weeks.
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  • A inflação de preços nas lojas do Reino Unido subiu 1,2% em maio, impulsionada por mobiliário e produtos de saúde e beleza, mesmo com promoções para atrair consumidores.
  • Mesmo que haja acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, os custos seguem altos por causa de energia, frete e matérias-primas, mantendo a pressão sobre os preços.
  • Apenas 16% das empresas dizem ter escapado ilesas ao conflito no Oriente Médio; still a persistência de impactos é prevista independentemente do desfecho.
  • O estreito de Hormuz, interrupções no transporte e aumento de tarifas de energia são citados como principais preocupações, com a manufatura entre as mais afetadas.
  • Governos são chamados a reduzir tributos e a simplificar regras para aliviar custos, com empresas destacando a necessidade de apoio contínuo enquanto as promoções devem continuar.

O que houve: preços no varejo britânico sobem e devem permanecer altos por meses, mesmo com avanços em negociações entre EUA e Irã. O aumento da inflação de preços nas lojas foi observado em maio, impulsionado por custos de energia, commodities e interrupções no suprimento global. O cenário ocorre mesmo com promessas de eventual trégua no Golfo.

Quem está envolvido: o setor varejista britânico reporta impactos, citando a British Retail Consortium (BRC). A British Chambers of Commerce (BCC) acompanha a situação das empresas, destacando efeitos persistentes independentemente do desfecho militar no Oriente Médio.

Quando e onde: os dados referem-se a maio no Reino Unido. O aumento de 1,2% no índice de inflação de preços de loja, ante 1,1% da média dos três meses, aponta para pressões contínuas sobre o consumidor. A situação envolve empresas de manufatura e varejo nacionais.

Por que aconteceu: disruption no transporte global, preços elevados de energia e matérias-primas, além de impactos do estreito de Hormuz, contribuíram para o repasse de custos aos comerciantes. A competição entre supermercados ajudou a conter a inflação de alimentos, que ficou em 2,7% em maio.

Aprofundamento: a BRC aponta itens específicos com altas recentes, como móveis e produtos de saúde e beleza. Ainda assim, varejistas mantêm promoções para atrair clientes, como pacotes de TV e equipamentos audiovisuais, em meio à preparação para a Copa do Mundo.

Perspectivas e desdobramentos: Helen Dickinson, CEO da BRC, diz que custos de energia e a tensão no Irã tornam difícil para as empresas absorverem tudo. Ela solicita redução de impostos e simplificação regulatória para frear novas altas futuras.

Impacto setorial: 80% das empresas consultadas pela BCC indicam impacto atual ou futuro da crise, com elevação de preços de energia, interrupções logísticas e custos de matérias-primas. Na manufatura, 68% já foram afetadas, com 23% esperando impacto adicional.

Ação governamental e respostas: a BCC sugere medidas como teto de preços de energia para empresas, programas de orientação energética e maior proteção contra práticas de precificação injustas. Em resposta, o governo informou ações como cortes de custos de eletricidade para indústrias e apoio a setores específicos.

Nota sobre energia: o governo enfatiza que algumas medidas, como o plano de competitividade industrial e o programa de recarga de eletricidade, visam reduzir encargos para milhares de empresas industriais, além de apoiar setores químicos e de cerâmica.

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