- A Selic está em 14,5% ao ano, após dois cortes do Banco Central.
- O presidente-executivo do BTG Pactual, Roberto Sallouti, afirma que o custo de capital é o maior gargalo da indústria brasileira.
- Sallouti diz que o próximo governo precisa discutir se o país deve manter juros tão altos, o que depende de gastos públicos.
- O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, também vê a Selic como principal obstáculo ao investimento produtivo e critica o modelo de definição de juros do Banco Central.
- O boletim Focus do BC aponta Selic em 13,25% ao fim do ano.
O presidente-executivo do BTG Pactual, Roberto Sallouti, afirmou que um dos maiores gargalos da indústria brasileira é o custo de capital, apontando a Selic como principal desafio. O comentário ocorreu nesta segunda-feira (25) durante evento da Firjan, no Rio de Janeiro. A taxa está em 14,5% ao ano, após dois cortes do BC.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, reforçou a visão do setor privado ao citar a Selic como obstáculo ao investimento produtivo. Ele criticou o modelo atual do Banco Central para a definição dos juros, dizendo que ele enxerga riscos onde não existem.
O boletim Focus do BC divulgado nesta segunda indica que a Selic deve fechar o ano em 13,25%. A projeção reforça expectativas de queda gradual, ainda que o patamar atual permaneça elevado para o cenário de investimento.
Contexto e perspectivas
A alta da Selic é citada por representantes do setor privado como fator de custo para tomadores de crédito e para a formação de capital produtivo. A discussão envolve a necessidade de reavaliar gastos públicos para viabilizar uma trajetória de juros menos agressiva.
Segundo analistas, o desempenho da indústria depende de combinação entre custo de capital, custo de crédito e condições macroeconômicas. A autoridade monetária tem reiterado o objetivo de controlar inflação com política de juros, mantendo comunicação com o mercado.
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