- Investidores do Metro Bank são aconselhados pela ISS a votar contra o relatório de remuneração na próxima reunião anual, marcada para 2 de junho.
- O foco é o SVAP, um plano de bônus atrelado ao desempenho das ações que pode render ao CEO até £60 milhões, considerado fora de linha com padrões de mercado.
- O salário fixo do CEO, Dan Frumkin, deve subir 11,3% em 2026 para £1,05 milhão, após um aumento anterior de cerca de 20% em 2024.
- Frumkin recebeu, em 2025, um pacote total de £2,6 milhões, mais do que o dobro de 2024, o que marca o maior valor já registrado para o cargo desde a fundação do banco.
- A ISS também apontou disclosure insuficiente sobre como metas não financeiras são medidas e distribuídas, enquanto o Metro Bank reportou receitas recordes e o maior lucro antes de impostos subjacente da história.
Investidores do Metro Bank foram convidados a votar contra o relatório de remuneração na próxima reunião anual, após críticas de um consultor de governança sobre o esquema de bônus. Oposição recai sobre o chamado plano de alinhamento de valor para acionistas, que vincula pagamentos a variações de preço das ações, independentemente da gestão.
O consultor Institutional Shareholder Services (ISS) declarou que o plano está “significativamente fora de linha” com padrões de mercado. A recomendação chega semanas antes da assembleia de 2 de junho e marca a segunda crítica consecutiva do órgão às práticas de remuneração do banco.
Desempenho e remuneração
Frumkin, CEO do Metro Bank, poderia obter um pagamento potencial de até £60 milhões ao fim do esquema SVAP. O ISS aponta ainda que o salário fixo para 2026 sobe 11,3%, para £1,05 milhão, elevando a remuneração total e o cenário para o desempenho não vinculado apenas ao valor das ações.
O relatório aponta também um aumento de cerca de 20% no salário de Frumkin em FY2024. Além disso, o banco registrou recordes de receitas e o maior lucro antes de impostos subjacente da história no ano anterior, conforme o órgão consultivo.
Transparência e contexto
A ISS criticou a divulgação sobre como a Metro mensura e atribui bônus para metas não financeiras, descrevendo as descrições como vagas. Em relação ao relatório de remuneração, a instituição recomenda voto contrário.
O Metro Bank, em meio a um plano de recuperação, foca hoje empréstimos corporativos após quase colapso em 2023, quando fechou acordo de resgate de £925 milhões liderado pelo bilionário Jaime Gilinski Bacal, que hoje detém cerca de 53% das ações.
posição da empresa e próximos passos
Um porta-voz do Metro Bank afirmou que o comitê de pessoas e remuneração busca crescimento de longo prazo e a retomada da instituição, alegando que a política está alinhada aos interesses dos acionistas e à criação de valor sustentável.
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