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IA desafia o setor de M&A, diz Brian Levy da PwC US

PwC aponta que IA impulsiona megadeals, elevando o valor global de M&A em 2025; o volume fica estável, indicando transformação

Segundo estudo da PwC, o valor global das transações cresceu 36% entre 2024 e 2025, enquanto o volume de operações avançou apenas 1%
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  • O estudo Global M&A Industry Trends da PwC (2026) aponta que o valor global das transações subiu 36% entre 2024 e 2025, enquanto o volume ampliou apenas 1%.
  • Megadeals (transações acima de US$ 5 bilhões) ganham peso: em 2025 foram anunciadas 111 operações, alta de 76% frente a 2024.
  • A inteligência artificial está no centro da transformação, com estimativa de between US$ 5 trilhões e US$ 8 trilhões a serem investidos em IA e infraestrutura nos próximos cinco anos.
  • O setor de tecnologia liderou megadeals em 2025; bancos e manufatura aparecem logo atrás, com exemplos como Netflix–Warner Bros. Discovery e Kenvue–Kimberly-Clark.
  • Os Estados Unidos concentraram mais da metade do valor global em 2025, enquanto a Ásia-Pacífico mostrou crescimento relevante e a IA influencia valuations e estratégias de investimento.

O mercado global de fusões e aquisições vive uma fase diferente, com megadeals acima de US$ 5 bilhões ganhando espaço e investimentos bilionários em infraestrutura de IA. Essa combinação tem concentrado o capital do setor, segundo o estudo Global M&A Industry Trends, da PwC.

Entre 2024 e 2025, o valor total das transações cresceu 36%, enquanto o número de operações avançou apenas 1%. O retorno de grandes negócios indica uma dinâmica assimétrica: um núcleo de gigantes atua com agilidade, enquanto boa parte do mercado permanece mais lenta.

A PwC aponta três vetores para essa transformação: a inteligência artificial, a polarização geográfica e o cenário macroeconômico, com juros baixos combinados a liquidez abundante. Dessa tríade surge um padrão de mercado em formato de K, conforme o levantamento.

Nova era do M&A global

Em 2025, foram anunciadas 111 megadeals, impulso de 76% frente a 2024 (63 transações). O valor agregado do mercado sobe mesmo sem expansão equivalente no volume. Tecnologia liderou a atividade, com 26 megadeals, seguida pelo setor financeiro e pela indústria de manufatura.

Entre as transações destacadas estão a proposta da Netflix de adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões e a oferta da Kimberly-Clark pela Kenvue, estimada em US$ 48,7 bilhões. No segmento de private equity, a venda da Electronic Arts por US$ 55 bilhões e a proposta da AI Infrastructure Partnership pela Aligned Data Centers, de US$ 40 bilhões, aparecem como exemplos relevantes.

A PwC também destaca que a IA está moldando a estratégia de aquisição, com um terço das 100 maiores operações de 2025 citando IA como componente central. Compra de capacidades em cibersegurança, analytics e infraestrutura digital figura entre as motivações.

Investimento e dispersão geográfica

Estimativas indicam que entre US$ 5 trilhões e US$ 8 trilhões poderão ser investidos em IA e infraestrutura nos próximos cinco anos. Em comparação, o total movimentado pelo mercado de M&A global no ano anterior foi de cerca de US$ 3,5 trilhões.

Nos Estados Unidos, o volume de operações foi abaixo de 25% do total global, mas o país respondeu por mais da metade do valor agregado em 2025. Na Ásia-Pacífico houve aumento de 10% no valor, com avanços em China, Índia, Japão e Coreia do Sul. A China registrou alta de 22% no volume, ainda que abaixo do pico de 2021. A região EMEA avançou 19%, puxada por megadeals no setor financeiro.

Perspectivas e cautelas

A PwC ressalta que menos de uma em cada quatro empresas tem bases sólidas para adoção de IA, mas 92% dos investidores acredita que as companhias devem ampliar a alocação em transformação tecnológica. A prática de M&A está se tornando um instrumento para adquirir capacidades de IA, com impactos potenciais no valuation e na estratégia de investimento.

Para o estudo, a adoção da IA tende a não seguir uma curva linear, exigindo ajustes de valuation ao longo do tempo. A liderança em IA é feita por empresas com caixa robusto e incentivos comerciais para investir em infraestrutura, o que difere de ciclos anteriores de tecnologia.

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