- Plataformas de “mercados de previsão” dos EUA, Kalshi e Polymarket, aceitam apostas em eleições australianas e até em palavras que o primeiro-ministro diz no parlamento; não são regulamentadas na Austrália e não permitem usuários australianos, mas podem ser acessadas via VPN.
- Reguladores e defensores de redução de danos ao jogo acompanham o crescimento dessas plataformas, que operam bolsas onde usuários compram “ações” em contratos sobre desfechos de eventos.
- Mesmo sem autorização na Austrália, os mercados são usados por internautas australianos, com Polymarket registrando quase US$ 500 mil em negociações sobre o vencedor da byelection de Farrer, e Kalshi com US$ 98.572.
- Kalshi oferta mercados como “taxa de desemprego na Austrália em maio” e “quem vencerá a próxima eleição federal”, com milhares de dólares operando; Polymarket tem negócios relacionados a decisões do banco central e a palavras ditas por Albanese.
- Especialistas afirmam haver riscos de integridade e manipulação, e questionam se as reformas de apostas do governo australiano serão capazes de abordar esse novo formato.
Para sites norte-americanos de mercados de previsão, apostas em eleições australianas e em palavras ditas pelo primeiro-ministro são uma aposta que gera preocupação entre reguladores e defensores de combate aos danos do jogo. Plataformas como Kalshi e Polymarket operam exchanges onde usuários compram ações em contratos sobre o resultado de eventos, mesmo sem licença local.
As plataformas não são aprovadas pelos reguladores australianos e não aceitam usuários do país. No entanto, especialistas afirmam que o acesso pode ocorrer via VPN. Autoridades financeiras e da mídia na Austrália acompanham a expansão dessas casas de aposta e avaliam impactos futuros na regulação.
O que está acontecendo
Polymarket registrou forte atividade australiana, com negociações próximas de meio milhão de dólares na votação de uma reta final de eleição. Kalshi registrou quase cem mil dólares em contratos sobre o resultado de eleição federal na Câmara dos Deputados. Além disso, operações envolvem previsões como decisões do Banco Central e indicadores econômicos.
Quem está envolvido
Empresas dos EUA, principalmente Kalshi e Polymarket, atuam com investidores que compram contratos de sim/não. Reguladores australianos, incluindo a Acma, já denunciaram a prática por oferecer serviços de jogo sem licença. Organizações de defesa do consumidor e associações do setor de apostas também acompanham o movimento.
Quando e onde
O fenômeno ganhou atenção em 2025 e 2026, com operações ativas até o momento. Acesso remoto a partir de plataformas estrangeiras é possível, mesmo sem disponibilidade oficial para residentes australianos. Em 2025, a Acma bloqueou o acesso a Polymarket no país.
Por que isso importa
Especialistas alertam para riscos de integridade nos mercados, com possibilidade de manipulação e falta de transparência. Pergunta central é se reformas regulatórias nacionais cobririam adequadamente esse tipo de aposta online, além de proteger usuários. Executivos do setor afirmam que o crescimento é explosivo e pode chegar a novas fronteiras.
Reação regulatória e setorial
A Coalizão Australiana de Jogo Responsável aponta que, no formato atual, as plataformas funcionam fora do arcabouço legal nacional, ampliando vulnerabilidades. Entidades ligadas ao ramo de apostas defendem maior supervisão para evitar abusos, com regras que atendam ao novo dinamismo de mercados de previsão.
Kalshi destacou que não opera negociações na Austrália e que seu site restringe operações a residentes de muitos países. Já Polymarket mantém mercados variados, incluindo previsões sobre a Austrália e decisões do governo, reunindo volumes expressivos de negociação.
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