Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Golpes em praias brasileiras cobram caro aos visitantes

Golpes em vendedores de praia no Rio: turistas são cobrados indevidamente após adulteração do leitor de cartão; reembolsos nem sempre são garantidos

Scam vendors on Brazil’s popular tourist beaches are a growing phenomenon.
0:00
Carregando...
0:00
  • Lisa Selby usou cartão de débito para pagar dois pedaços de queijo assado na praia do Rio de Janeiro e esperava pagar 40 reais, mas a leitura foi adulterada, totalizando 4.000 reais.
  • O golpe ocorre quando o vendedor pede para confirmar o valor no leitor, mas altera o total antes da conclusão do pagamento, às vezes empurrando o leitor perto do cliente.
  • Casos recentes incluem um britânico enganado a pagar £1.500 por um kebab e uma turista argentina que viu um milho por £3.000.
  • O episódio evidencia lacunas na proteção ao consumidor do Reino Unido: reembolsos costumam depender de provas de sobrepagamento, já que transações autorizadas podem não ser revertidas.
  • A Monzo explicou que a orientação inicial estava incorreta; o FCA informou que transações pendentes geralmente não podem ser revertidas e que contestações de chargeback são voluntárias, sugerindo pagar em dinheiro ou exigir que o leitor seja mantido pelo comprador para evitar alterações.

Dois casos de golpe com leitura de cartão em praias do Rio de Janeiro deixaram turistas estrangeiros no prejuízo financeiro. Em um incidente, uma viajante britânica teve o valor cobrado de 40 reais por dois pedaços de queijo grelhado, mas a soma final chegou a 4.000 reais após o operador inserir dois zeros no terminal de pagamento. A vítima informou que o vendedor mostrou o valor correto, girou o leitor e, sem que a cliente percebesse, alterou a soma antes do toque pelo celular.

Outro episódio ganhou notoriedade após ser divulgado pela imprensa: um turista britânico foi cobrado por um kebab, com valor de 1.500 libras, e uma turista argentina teve uma porção de milho marcada em 3.000 reais. As ocorrências ocorreram em pontos de venda de rua na orla carioca, onde muitos turistas não dominam a moeda local ou o funcionamento dos terminais de pagamento.

Como funciona o golpe

Trabalhadores desonestos aproveitam a desatenção de turistas com pouca familiaridade com o câmbio. O esquema costuma envolver confirmação do valor no leitor, seguido de uma alteração silenciosa antes da conclusão da transação. Em alguns casos, o vendedor aproxima o leitor do cartão ou do celular para acelerar o pagamento.

O que fazer e orientações

O caso de Selby, senhora cuja identidade foi preservada, levou a buscar ajuda junto ao banco Monzo. A instituição reconheceu falha de comunicação, mas mantém a posição de que pagamentos autorizados não costumam ser reversíveis. A cliente contatou o emissor para tentar a contestação, sem sucesso inicial. O banco aceitou reembolso como gesto de boa-fé após contato da imprensa.

Autoridades regulatórias britânicas esclarecem que transações pendentes normalmente não podem ser desfeitas, e que os chargebacks dependem de políticas de cada emissora. Suspeitos podem apresentar denúncia na instituição financeira para contestar transações não autorizadas, e há a opção de recorrer ao Financial Ombudsman Service.

Para evitar golpes, especialistas aconselham pagamentos em dinheiro para vendedores de rua ou exigir que o leitor seja manuseado pela própria vítima, reduzindo possibilidades de alterações de preço. Em casos de fraude, os consumidores devem registrar a ocorrência junto ao banco e buscar assistência junto aos canais oficiais de defesa do consumidor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais