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Queda no consumo de álcool impacta a indústria cervejeira

Queda no consumo de álcool derruba valor de mercado de cervejarias e destilarias, acelera cortes de custos e acelera aposta em bebidas sem álcool

Tendência global de queda na demanda por álcool, medida pelo consumo per capita em volume, começou há uma década, segundo a OMS
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  • Entre 2019 e 2025, o consumo de álcool por porções caiu 2% ao ano, segundo a IWSR, abrangendo 21 países e o varejo duty-free, o que puxou queda em todas as categorias (cerveja, vinho, destilados, RTDs).
  • A tendência reduziu o valor de mercado de grandes empresas de bebidas, com queda acumulada de cerca de US$ 850 bilhões desde o pico de 2021.
  • China foi o mercado com queda mais acentuada (aproximadamente 6% na porção anual), impactada por medidas públicas que restringem o consumo em eventos oficiais; França também registrou queda relevante, enquanto EUA e Europa mostraram recuos.
  • Companhias têm cortado custos e alterado governos e estratégias, incluindo demissões, fechamento de plantas e pausas na produção, além de diversificar para bebidas com baixo ou sem álcool.
  • Em resposta, o setor intensifica apostas em bebidas sem álcool e com baixo teor alcoólico, e amplia portfólios com RTDs, cidras e outras opções para manter participação de mercado.

O consumo global de bebidas alcoólicas caiu entre 2019 e 2025, impactando cervejarias, vinícolas e destilarias. Segundo a IWSR, a taxa foi de 2% ao ano, medida em porções, em 21 países mais o varejo duty-free, representando cerca de 75% do mercado. O recuo se associa a custos familiares mais altos e maior foco em saúde.

A retração ocorre em diferentes regiões, com queda mais acentuada na China (-6%) e destaque para França (-3%). Nos EUA e Europa, perdas também são perceptíveis, enquanto mercados emergentes apresentam variações positivas em alguns casos. A mudança acompanha tendência global de menor consumo per capita e maior consumo ocasional.

Quais os impactos e respostas do setor?

  • Horizontes de negócios: as empresas reduzem custos, demitem ou reassinam executivos e diversificam portfólios para bebidas com baixo teor alcoólico ou sem álcool.
  • Exemplos de cortes: grandes fabricantes anunciam cortes de vagas e pausas em produção, como em Kentucky e na Alemanha, visando ajustar oferta à demanda.
  • Novos produtos: bebidas sem álcool, cidras, hard seltzers e RTDs ganham espaço para manter participação de mercado.

Quem está envolvido e onde atuam?

  • Empresas: gigantes globais de cerveja, vinho e destilados, com destaque para Heineken, Constellation Brands, Diageo e Remy Cointreau, entre outras, que reestruturam equipes e lideranças.
  • Executivos: mudanças de liderança ocorreram em vários grupos, com substituições buscando recuperação de desempenho e estratégia de portfólio.
  • Áreas afetadas: mercados desenvolvidos registram recuos, enquanto algumas economias emergentes mantêm crescimento em determinados segmentos.

Por que a mudança acontece?

  • Saúde e orçamento: maior conscientização sobre riscos do álcool associada a custos de vida pressionam consumidores a reduzir consumo.
  • Medicamentos: uso de GLP-1 para perda de peso tem impacto no apetite, inclusive por álcool.
  • Mudança de hábitos: o aumento da curiosidade por sobriety e cannabis, em alguns mercados, influencia a escolha de bebidas.

Como o setor está se adaptando?

  • Diversificação: investimento em opções com baixo teor alcoólico e sem álcool para preservar participação de mercado.
  • Inovação de portfólio: expansão para categorias além da cerveja, como bebidas fermentadas e coquetéis prontos para beber.
  • Adoção de estratégias: mudanças em liderança executiva visam recuperação de lucros e ajuste a um cenário de demanda mais contida.

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