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Rotatividade de CEOs no agronegócio brasileiro sobe, aponta pesquisa

Rotatividade de CEOs no agronegócio brasileiro chega a vinte e cinco por cento entre as cem maiores, sinalizando busca por liderança com mais execução e disciplina financeira

REUTERS/Adriano Machado
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  • A rotatividade de CEOs entre as 100 maiores empresas do agronegócio no Brasil chegou a 25% no biênio 2024/2025, ante 12% em 2022/2023.
  • As trocas são motivadas pela busca de líderes com capacidade de execução, disciplina financeira e visão estratégica de longo prazo, em um ambiente de negócios mais desafiador.
  • Em alguns casos houve mais de uma mudança de liderança no período, sinalizando transformações estruturais em estratégia, operações ou governança.
  • As 100 companhias analisadas somam aproximadamente R$ 2 trilhões em receita líquida.
  • Sobre o perfil das empresas: 48% são de capital fechado, 24% de capital aberto, 60% têm gestão familiar e 20% são subsidiárias de multinacionais.

A rotatividade de presidentes-executivos no agronegócio brasileiro deu um salto no biênio 2024/2025. Dos 100 maiores players do setor, 25% registraram ao menos uma troca de CEO, segundo levantamento da Flow Executive Finders. O movimento ocorre em um ambiente de maiores exigências de liderança e de execução.

O levantamento aponta que a renovação subiu em relação ao ciclo anterior, quando a taxa foi de 12% em 2022/2023. As mudanças foram impulsionadas pela busca por gestores com capacidade de equilíbrio entre eficiência operacional, disciplina financeira e visão de longo prazo.

Para a Flow, o foco não é apenas o volume de trocas. Empresas passam a exigir perfis com entrega, controle de custos e leitura estratégica. O estudo envolve as 100 companhias com receita somada de cerca de R$ 2 trilhões.

Alguns segmentos, como soja e milho, enfrentaram margens menores, inadimplência maior e recuperações judiciais. Outros foram atingidos recentemente por tarifas exportação potenciais, no contexto externo.

O relatório cita que houve casos de mais de uma mudança de liderança no mesmo período, sugerindo transformações mais profundas na estratégia, no modelo operacional ou na governança. A definição de prioridades aparece como tema central.

Nessa evolução, o mandato tem passado a exigir maior disciplina na execução, gestão de risco e alocação de capital. O tom geral é de busca por executivos com perfil de mercado e governança mais sofisticada.

Perfil das empresas analisadas revela que 48% são de capital fechado, 24% de capital aberto, 20% subsidiárias de multinacionais e 8% cooperativas. Além disso, 60% possuem gestão familiar.

Em empresas familiares ou de capital fechado, a troca de CEO envolve aspectos de cultura e dinâmica entre acionistas, além de desempenho e estratégia. O movimento reflete uma ampliação da abertura para executivos de mercado.

Acompanhar a governança permanece entre as prioridades do setor. A busca é por maior previsibilidade de resultados, especialmente em um cenário de menor liquidez no mercado de capitais.

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