- O INCC-M de abril ficou em 1,04% no mês e 6,28% em 12 meses, o maior nível desde novembro de 2025; os materiais de construção avançaram 1,35% em abril, primeira alta mensal acima de 1 ponto porcentual desde junho de 2022.
- A mão de obra acumula alta de 8,71% em 12 meses, pressionando o índice cheio desde outubro de 2022.
- Analistas do BB Investimentos associam a inflação dos materiais aos impactos geopolíticos no Oriente Médio e seus efeitos na cadeia produtiva.
- No ranking de problemas da construção, as taxas de juros elevadas passaram a ocupar a primeira posição, citadas por mais de 34% dos empresários.
- A inflação do custo de matéria-prima ganhou relevância: pulou da 13ª para a 6ª posição no trimestre, com 16% dos empresários mencionando o fator no primeiro trimestre de 2026, sinalizando continuidade em 2026.
O INCC-M de abril registrou alta de 1,04% mensal e 6,28% em 12 meses, o maior patamar desde novembro de 2025. Dentro do índice, materiais de construção subiram 1,35% em abril, a maior variação mensal desde junho de 2022. A mão de obra avançou 8,71% em 12 meses.
A valorização dos materiais é apontada como a principal pressão de custos para o setor neste momento, o que pode impactar os resultados de incorporadoras em 2026. Especialistas ressaltam que o ritmo de inflação de materiais está ligado a conflitos geopolíticos e à cadeia produtiva.
Segundo analistas do BB Investimentos, a presença de fatores externos elevou os preços de matérias-primas, enquanto a mão de obra manteve pressão acima do índice cheio desde outubro de 2022. A comparação com outros componentes mostra mudança relevante no cenário de custos.
Principais problemas da construção civil
A sondagem do CBIC em parceria com a CNI aponta que a mão de obra, tanto qualificada quanto não qualificada, continua entre os principais entraves. Falta de trabalhadores e custo elevado são citados por uma parcela significativa dos empresários.
Entretanto, a mudança de ranking trouxe a elevação de tarifas de juros ao topo, com mais de 34% dos empresários mencionando esse fator. O efeito reflete um ciclo de política monetária mais lento do que o esperado.
A inflação de custos de matérias-primas surpreendeu ao subir do 13º para a 6ª posição no levantamento, com 16% dos empresários citando o tema no 1T de 2026. Esse movimento antecipa a percepção de alta nos materiais, com impactos esperados ao longo de 2026.
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