- Itaúsa, o fundo soberano de Singapura GIC e a Equipav planejam apresentar uma proposta conjunta para se tornarem investidores estratégicos na privatização da Copasa.
- Cada empresa contribuiria com cerca de um terço do capital necessário, segundo fontes familiarizadas que falaram à Bloomberg News.
- A Aegea participará da licitação com participação minoritária, para evitar aumento do endividamento.
- O modelo seria similar ao usado na privatização da Cedae, em 2021, quando o consórcio líder garantiu participação majoritária.
- A Copasa está com prazo até 25 de maio para receber propostas; o estado de Minas Gerais pode manter até 5% da empresa na oferta pública.
A Itaúsa, o fundo soberano de Singapura GIC e a Equipav planejam apresentar uma proposta conjunta para se tornarem investidores estratégicos no processo de privatização da Copasa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A Copasa é a empresa de saneamento operada pelo governo de Minas Gerais.
De acordo com o plano atual, cada empresa entraria com aproximadamente um terço do capital necessário para a transação. As três companhias já são acionistas da Aegea, que participará da licitação com participação minoritária para evitar o aumento do endividamento do grupo.
A ideia é adotar um modelo semelhante ao da privatização da Cedae, no Rio de Janeiro, em 2021, quando um consórcio liderado por esse grupo garantiu a participação majoritária na concessão. Representantes da Aegea, GIC e Itaúsa não comentaram. A Equipav não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Participação, cronograma e cenário da licitação
A Copasa divulgou que o controle será vendido em oferta pública de ações, com o Estado de Minas Gerais mantendo no máximo 5% da empresa. Hoje, o estado detém 50,03% do capital. Na oferta, o estado poderá manter uma Golden Share, conferindo direitos de veto.
Segundo o documento, um investidor de referência poderá adquirir 30% da Copasa antes da oferta pública, com possibilidade de comprar ações adicionais no mercado, até atingir 45% dos direitos de voto. Ainda não há confirmação sobre participação da Equatorial, que avalia o ingresso no processo após a desistência da Sabesp.
As propostas devem ser apresentadas até 25 de maio, conforme o cronograma oficial da privatização. A diversificação de interessados busca ampliar a competição e a atratividade da concessão. A Copasa, cujo nome formal é Cia. de Saneamento de Minas Gerais, continúa a ser alvo do processo de privatização promovido pelo estado.
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