- UE e México concordaram em ampliar o acordo comercial, em um momento de protecionismo americano, com o comércio entre eles em cerca de US$ 116 bilhões; a atualização deve elevar esse volume.
- O México é o segundo maior parceiro comercial da UE na América Latina, e a UE é o terceiro maior parceiro do México; a atualização facilita exportações e investimentos entre ambos.
- No setor de alimentação, a UE manterá limites para produtos sensíveis mexicanos, com cotas de carne bovina a 5.000 toneladas e tarifa preferencial de 7,5%; o México reconhecerá produtos europeus como presunto de Parma e queijo Roquefort, e haverá redução de tarifas para massas, chocolate, batatas, pêssegos enlatados, ovos e alguns produtos avícolas.
- Em terras raras, o acordo permite maior acesso de empresas europeias ao mercado mexicano, contratos públicos e exportação de máquinas, produtos farmacêuticos e equipamentos de transporte; o México continua sendo fornecedor de terras raras para a UE, em linha com diversificação de fornecedores para reduzir dependência da China.
- O pacto proíbe que importadores da UE paguem preços diferentes do que pagam compradores mexicanos pelas matérias-primas críticas, facilita o envio de peças automotivas com reconhecimento de certificações europeias e impede uso do México por fabricantes chineses para exportar veículos para a UE.
A União Europeia e o México anunciaram nesta sexta-feira 22 a expansão de seus laços comerciais. O acordo visa atualizar as regras para facilitar exportações e investimentos entre os dois blocos.
O comércio entre México e UE soma cerca de 116 bilhões de dólares, segundo Bruxelas. A atualização do pacto promete elevar esse volume e reduzir entraves para empresas de ambos os lados.
A UE é o terceiro maior parceiro comercial do México, e o México é o segundo maior parceiro da UE na América Latina, atrás apenas do Brasil. A atualização busca combinar interesses afins e ampliar a cooperação.
Alimentação e bebidas
A UE destaca ganhos para agricultores europeus, com o México mantendo cotas para produtos sensíveis. Um exemplo é a carne bovina mexicana, sujeita a uma cota de 5 mil toneladas com tarifa de 7,5%.
O México reconhece centenas de produtos alimentícios da UE, como presunto de Parma e queijo Roquefort, o que facilita o acesso de itens europeus ao mercado mexicano. Reduções adicionais de tarifas também estão previstas.
Além disso, o acordo reduz tarifas para massas, chocolate, batatas, pêssegos enlatados, ovos e alguns produtos avícolas, ampliando as trocas entre as partes.
Em contrapartida, a UE abrirá espaço para café, frutas, chocolates e xarope de agave no mercado mexicano, fortalecendo a presença de produtos europeus no país.
Terras raras
Segundo Bruxelas, o acordo reforça o acesso de empresas da UE a contratos públicos no México e facilita exportações de máquinas, produtos farmacêuticos e equipamentos de transporte.
O pacto também busca ampliar o fornecimento de matérias-primas críticas, como terras raras, consideradas estratégicas para eletrônica e energias renováveis. O México já é fornecedor-chave para o bloco.
A UE destaca que o acordo proíbe pagamentos diferentes entre importadores e compradores pela mesma matéria-prima crítica, reforçando transparência nas transações.
A assinatura do texto também visa diversificar a origem de matérias-primas críticas, reduzindo a dependência de fornecedores externos. A ideia é ampliar a competitividade europeia em setores tecnológicos.
A UE acrescenta que as regras facilitarão o envio de peças de automóveis ao México, mediante reconhecimento de certificações europeias e normas internacionais, desde que não haja desvio para mercados de terceiros.
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