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Setor de serviços do Reino Unido cai drasticamente, pior recuo em uma década

Setor de serviços do Reino Unido registra uma das quedas mais abruptas dos últimos dez anos, suscitada pela incerteza política e pela guerra no Irã, elevando custos e demissões

The services sector, which includes hospitality and retail, accounts for about 80% of the UK economy.
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  • O índice PMI de serviços do Reino Unido caiu para 48,5 em maio, o menor nível desde abril de 2025, indicando contração na atividade.
  • A leitura aponta uma queda acentuada na atividade do setor de serviços, responsável por cerca de 80% da economia britânica, e pior do que o previsto pelos economistas (52,6 em abril).
  • Fatores citados: incerteza política doméstica com a liderança de Keir Starmer e o impacto da guerra no Irã, gerando custos elevados, problemas de abastecimento e demissões.
  • O recuo nos serviços foi suficiente para contrabalançar uma recuperação na indústria, com clientes antecipando pedidos para evitar aumentos de preço e possíveis interrupções.
  • O relatório também mostrou queda de empregos no setor privado pelo 20º mês seguido, com números de empregos pagos caindo, alinhando-se a dados oficiais de abril.

A atividade do setor de serviços do Reino Unido registrou uma queda acentuada em maio, com o PMI da S&P Global chegando a 48,5, abaixo da linha de 50 que separa expansão de contração. O recuo representa uma das maiores quedas em uma década e ocorre em meio a incertezas políticas domésticas e ao impacto da guerra no Irã.

O setor de serviços, responsável por cerca de 80% da economia britânica, foi o principal motor da contração, enquanto a manufatura mostrou resistência moderada. O índice de produção agregado, que avalia o desempenho de manufatura e serviços, ficou em 48,5, caindo de 52,6 em abril e ficando bem aquém das expectativas de 51,6.

A desaceleração está ligada a um “perfeito temporal” de incertezas: liderança de Keir Starmer e custos elevados, além de interrupções globais associadas ao conflito no Oriente Médio. Empresas relatam aumento de custos, desabastecimento e cortes de empregos como reflexos imediatos.

Privadamente, o mercado confirmou queda nas folhas de pagamento pelo 20º mês consecutivo, com o serviço contribuindo para o ritmo mais rápido de demissões. Dados oficiais do governo indicaram queda acentuada no número de empregados com remuneração paga, registrando o pior mês desde 2014 em abril.

Alguns fabricantes, no entanto, registram recuperação de atividade, ainda que com riscos. As empresas sinalizam pedidos adiantados para evitar aumentos futuros de preço e interrupções de fornecimento, o que impulsionou a produção industrial a um patamar mais alto.

A pesquisa da CBI sobre manufatura traça um cenário misto: pedidos menores desde 2020 e expectativa de demanda em queda nos próximos três meses, sugerindo que o panorama do setor permanece incerto. Analistas ressaltam que a atividade fraca pode reduzir pressões inflacionárias.

Economistas destacam que o comportamento do PMI sustenta a visão de que o Banco da Inglaterra pode manter a taxa de juros inalterada na próxima reunião, em junho. Dados de inflação recente mostram desaceleração, com crescimento salarial também desacelerando, o que reforça a percepção de menor pressão de demanda.

Ainda segundo especialistas, os números de maio reforçam a percepção de que o combate à inflação pode ocorrer sem aumento imediato das taxas, desde que as curvas de custo e demanda permaneçam sob controle. O mercado monitorará novos dados para confirmar a tendência.

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