- O PMI composto da zona do euro caiu de 48,8 em abril para 47,5 em maio, a leitura mais baixa desde outubro de 2023, indicando contração.
- A leitura indica segunda queda mensal seguida da atividade, com custos de vida elevados pela guerra pressionando a demanda por serviços.
- Novos pedidos caíram ao ritmo mais rápido em dezoito meses; exportações, inclusive dentro da zona do euro, recuaram na taxa mais acentuada desde janeiro de 2025.
- A demanda no setor de serviços recuou fortemente, enquanto a atividade industrial permaneceu acima de 50, porém com queda no mês.
- A inflação de insumos atingiu recorde de três anos e meio; preços cobrados aos clientes subiram no ritmo mais rápido em 38 meses, e o BCE manteve as taxas, avaliando alta futura, com inflação da zona do euro em 3,0% em abril.
A atividade econômica da zona do euro recuou no pior ritmo em mais de dois anos e meio em maio, pressionada pela escalada dos custos de vida causada pela guerra. O PMI composto preliminar, da S&P Global, caiu para 47,5, abaixo de 50 e sinal de contração.
O resultado marcou o segundo mês consecutivo de retração no setor privado do bloco. A leitura ficou abaixo da expectativa de estabilidade de abril, refletindo deterioração tanto na demanda interna quanto externa.
A queda da atividade ocorreu diante da demanda geral mais fraca. Novos pedidos caíram no ritmo mais rápido em 18 meses, com exportações e demanda por serviços e fábrica desacelerando após um abril de avanços. O custo de insumos atingiu recorde de três anos e meio.
Entre os componentes, o setor de serviços sofreu mais, impulsionado pelo aumento do custo de vida e pela energia, reduzindo a demanda do consumidor. A indústria mostrou menor dinamismo, com o PMI industrial recuando levemente.
As pressões de preços se intensificaram. O PMI Composto indicou inflação de insumos em alta, enquanto os preços cobrados aos clientes subiram no ritmo mais forte em 38 meses. A S&P Global aponta que a inflação pode permanecer perto de 4% nos próximos meses.
O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros inalteradas no mês anterior, discutindo um provável aumento para combater a inflação. A inflação oficial da zona do euro ficou em 3,0% em abril, acima da meta de 2,0%.
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