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Tecnologia cria empregos para jovens qualificados; a IA pode fazer o mesmo?

Estudo mostra que, na pós‑guerra, novas funções tecnológicas beneficiaram mais jovens com ensino superior; impacto da IA permanece incerto

In the postwar U.S., as Autor and his colleagues examined in granular detail, new forms of work have tended to benefit college graduates under 30 more than anyone else.
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  • Estudo liderado por David Autor (MIT) analisa como surgem empregos impulsionados pela tecnologia, usando dados do censo dos EUA entre 1940–1950 e 2011–2023.
  • Novas funções associadas à tecnologia tendem a beneficiar principalmente jovens com ensino superior, especialmente em áreas urbanas.
  • Entre 1940 e 1950, 85 a 90 por cento dos novos trabalhos eram movidos pela demanda tecnológica; hoje, demanda pública ainda é crucial para criar novas especializações.
  • Em 1950, cerca de 7 por cento dos trabalhadores tinham ocupações emergentes desde 1930; em 2011–2023, esse grupo representa cerca de 18 por cento dos trabalhadores.
  • O estudo aponta que novas ocupações costumam pagar mais, mas o prêmio salarial dilui com o tempo, à medida que a especialização se espalha. Sobre IA, ainda é cedo para dizer como impactará o mercado, dependendo de como for implementada.

A estudo liderado pelo economista do MIT David Autor analisa como novas formas de trabalho surgem no pós-guerra dos Estados Unidos. O foco é entender quem ocupa esses empregos criados pela tecnologia, quando aparecem e por que tendem a se desdobrar ao longo do tempo.

Os resultados mostram que, historicamente, novas ocupações ligadas à inovação beneficiam principalmente jovens com diploma universitário. Em áreas urbanas, eles ganham participação relevante, sobretudo quem tem menos de 30 anos.

A pesquisa revisita dados do Censo dos EUA de 1940 a 1950 e da American Community Survey (ACS) de 2011 a 2023. Os autores confrontam ocupações novas com as já consolidadas para entender padrões de entrada e remuneração.

O estudo confirma que a demanda impulsiona inovações: investimentos amplos em pesquisa e manufatura, como nos anos 1940, criaram grande contingente de novas especializações. A relação entre demanda e criação de emprego é destacada pelos pesquisadores.

A obra, a ser publicada no Annual Review of Economics, envolve Autor e colegas: Caroline Chin, Anna Salomons e Bryan Seegmiller. O objetivo é ir além de quem cria novas funções, para mapear quem as ocupa.

Sobre o que se sabe até aqui, novos empregos tendem a exigir conhecimento especializado. A escassez inicial eleva salários, mas esse prêmio desaparece conforme a ocupação se dissemina. O efeito é uma transição gradual.

Em relação à IA, o estudo aponta que ainda é cedo para medir impactos. A automação baseada em IA pode apagar tarefas, mas a criação de novas funções depende de demanda, investimentos e organização do mercado.

Os autores argumentam que o uso inteligente da IA pode ampliar a produtividade em setores como saúde, desde que haja demanda pública e privada para novas funções. A discussão permanece em estágio inicial.

A pesquisa recebe apoio de diversas fundações e programações, incluindo Hewlett Foundation, Google e Schmidt AI2050, entre outras. As fontes ressaltam a importância de dados públicos para entender tendências de trabalho.

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