- O Federal Reserve publica hoje, às 15h00 (horário de Brasília), a ata da reunião de 28 e 29 de abril, que manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%.
- A ata marca o último registro das decisões do Fomc sob o mandato de Jerome Powell, que terminou em 15 de maio; o presidente deverá atuar como interino até 22 de maio, quando se espera a nomeação do novo líder.
- O provável novo presidente do Fed, o economista Kevin Warsh, assumirá a função na quarta-feira seguinte à reunião, com planos de reduzir a frequência de comunicações do banco central e evitar entrevistas após as reuniões.
- Dados de inflação em abril mostram CPI subindo 3,8% nos últimos doze meses, e o relatório de empregos de abril aponta alta de 115 mil vagas e desemprego de 4,3%.
- No mercado, títulos dos EUA operam com altas de juros, derrubando bolsas: S&P 500 caiu 0,67% e Nasdaq caiu 0,84%; o rendimento de títulos de 30 anos ultrapassou 5,19%.
O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira 20 de maio a ata da última reunião, presidida por Jerome Powell, realizada nos dias 28 e 29 de abril em Washington. O documento registra a decisão de manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. A divulgação ocorre às 15h00 (horário de Brasília).
A ata sinaliza que a inflação nos EUA permanece elevada, impulsionada principalmente pelos preços globais de energia. Além disso, a incerteza sobre o cenário econômico aumenta devido aos conflitos no Oriente Médio. Powell encerrou seu mandato em 15 de maio, e o sucessor ainda não foi empossado.
Powell deverá permanecer como presidente interino até 22 de maio, quando se espera a nomeação do novo presidente do Fed. Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, deve presidir a primeira reunião do Fomc nos dias 16 e 17 de junho. Ele já anunciou mudanças na comunicação do Fed.
Warsh indicou que pretende reduzir a frequência das comunicações do Fed e evitar entrevistas coletivas após as reuniões. Investidores aguardam ver como a ata sinalizará a condução da política diante da inflação persistente e de um mercado de trabalho ainda aquecido, porém desacelerando.
A ata é alvo de atenção por indicar como cada membro encara a inflação associada ao aumento de combustíveis. A divergência entre visões pode moldar o tom da próxima decisão de juros, prevista para junho.
Enquanto a ata não é divulgada, o mercado já observava alta nos juros do Tesouro. Em 19 de maio, o S&P 500 caiu 0,67% e o Nasdaq recuou 0,84%, marcando a terceira sessão de queda para ambos. O rendimento de Treasuries de 30 anos superou 5,19%, nível mais alto em quase 19 anos, e a taxa de 10 anos atingiu 4,687%.
Perspectivas
Investidores mantêm tom mais otimista diante de sinais de distensão no conflito entre EUA e Irã. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, mencionou grandes progressos nas negociações. Há expectativas de normalização parcial da navegação no Estreito de Ormuz, com trânsito de navios chineses e indianos.
Caso haja confirmação, os mercados podem reagir com alívio para preços de energia e títulos soberanos globais. No pré-mercado, contratos futuros de índices americanos e ações brasileiras apresentam alta. O petróleo opera em queda de cerca de 3%, com o Brent cotado a US$ 108 o barril.
Indicadores
- BRASIL: Sem indicadores relevantes
- ESTADOS UNIDOS: Ata da reunião do Fomc
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