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Xangai almeja ser capital global dos carros voadores

Xangai mira ser capital mundial dos eVTOLs; China cria departamentos para centralizar regulação e segurança da economia de baixa altitude

(Eve/divulgação/Divulgação)
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  • A China lidera o desenvolvimento da economia de baixa altitude, que envolve drones, eVTOLs, táxis aéreos e logística aérea.
  • Xangai pretende ser a capital mundial dos eVTOLs, enquanto Shenzhen mira a capital global da economia de baixa altitude.
  • O governo reestruturou o Departamento de Desenvolvimento da Economia de Baixa Altitude da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) para fortalecer o setor.
  • Em 2025, o mercado chinês da economia de baixa altitude atingiu RMB 1,5 trilhão, com 3,287 milhões de drones registrados, alta de 51% em relação a 2024.
  • Em julho de 2025 foram criados, oficialmente, um Grupo de Trabalho para Aviação Geral e Economia de Baixa Altitude, com foco em planejamento estratégico e segurança operacional, sinalizando centralização regulatória.

A China acelera o desenvolvimento da economia de baixa altitude e regula o setor, com Xangai mirando a liderança global em eVTOLs. O movimento ocorre em meio a uma reestruturação regulatória liderada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC). A cidade asiática busca transformar-se na capital mundial das aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical.

A economia de baixa altitude abrange drones comerciais, eVTOLs, táxis aéreos, logística e serviços de voo. O ramo já é considerado uma nova indústria estratégica no governo chinês, com investimento e normas para facilitar operações em altitudes abaixo de 1.000 metros, podendo chegar a 3.000 metros em operações específicas.

Reorganização regulatória e metas

O NDRC criou o Departamento de Desenvolvimento da Economia de Baixa Altitude no fim de 2024 e o reestruturou em 2025, reforçando a prioridade do setor. O objetivo é planejar, coordenar segurança e desenvolvimento, além de estruturar uma rede de estações de serviço de voo.

Segundo dados oficiais, o mercado chinês de economia de baixa altitude atingiu RMB 1,5 trilhão em 2025. O registro de drones no país chegou a 3,287 milhões, alta de 51% ante o ano anterior; em 2023 eram 1,267 milhão.

Em julho de 2025, a autoridade aeronáutica anunciou a formação de um Grupo de Trabalho para Aviação Geral e Economia de Baixa Altitude, com foco em planejamento estratégico, certificação de aeronaves, supervisão de mercado e serviços de despacho aéreo.

Unificação regulatória e proteção operacional

A criação do Departamento de Segurança de Baixa Altitude, junto ao Departamento de Desenvolvimento, busca dividir responsabilidades sem sobreposição. O primeiro atua como guardião da segurança operacional, enquanto o segundo atua como supercoordenador de políticas nacionais.

Xangai já abriu caminho ao investir na infraestrutura regulatória e em parcerias com empresas de mobilidade aérea para testes de voos de baixa altitude. Shenzhen, por sua vez, intensifica estratégias para consolidar também sua posição no setor.

Em síntese, o governo chinês avança com mudanças estruturais para consolidar a economia de baixa altitude como pilar da indústria nacional, ampliando o ecossistema de voos urbanos, operações logísticas e serviços tecnológicos.

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