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Novas compras agrícolas da China nos EUA impactam o comércio global

China promete comprar US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos EUA por três anos, ampliando o comércio e deslocando rivais

Compromisso agrícola da China com os EUA acontece após uma cúpula entre os dois líderes
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  • A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA por ano, além de soja, por três anos, segundo a Casa Branca.
  • Com isso, as importações agrícolas da China dos EUA chegariam a cerca de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões por ano, ainda abaixo do pico de 2022, mas bem acima de 2023 e 2024.
  • O aumento pode ocorrer às custas de fornecedores rivais, como Brasil, Austrália e Canadá, influenciando milhos, trigo, sorgo, carne bovina e aves.
  • Espera-se que a soja dos EUA seja comprada a partir da nova safra, com 25 milhões de toneladas anuais acordadas; as estatais Cofco e Sinograin devem ser as principais compradoras até a suspensão de uma tarifa adicional de 10%.
  • Além da alimentação, a China pode ampliar compras de produtos agrícolas não alimentícios, como algodão e madeira, ampliando a pauta agrícola com os EUA.

A China comprometeu-se a comprar pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA anualmente, por três anos, além de soja. O acordo foi anunciado pela Casa Branca após cúpula entre líderes em Pequim, na semana passada. O acordo visa expandir o comércio agrícola e eliminar barreiras não tarifárias para carne bovina e aves.

A China é hoje o maior importador de produtos agrícolas do mundo. Após uma redução nas compras durante a guerra comercial, o foco agora é elevar as aquisições norte-americanas para patamares próximos de US$ 28 bilhões a US$ 30 bilhões por ano, ainda abaixo do pico de 2022.

Para alcançar essa meta, analistas apontam que a China precisará ampliar compras de trigo, grãos para ração, carne e itens como algodão e madeira. A expectativa é que o aumento ocorra principalmente no segmento não soja.

Espera-se que o movimento envolva redirecionamento de importações, possivelmente impactando fornecedores rivais como Brasil, Austrália e Canadá. Especialistas destacam que razões políticas e estratégicas podem guiar parte dos acenos comerciais.

Na prática, a china já confirmou a continuidade das compras de soja, aguardando embarques da nova safra a partir de outubro. A China já tinha firmado acordo para uma cota de soja anual de 25 milhões de toneladas, com parte das aquisições direcionadas a esmagamento e estocagem.

O papel de empresas estatais permanece relevante. Cofco e Sinograin devem figurar entre as maiores compradoras de soja dos EUA, até que haja suspensão de tarifas adicionais. A soja americana representou cerca de 20% das importações do país em 2024, caindo frente a décadas anteriores.

Entre os grains, especialistas apontam que as cotas de trigo e milho com tarifas reduzidas devem manter estatais como compradores-chave. A prática chinesa de impor tarifas elevadas acima das cotas pode influenciar o ritmo de novas aquisição.

No caso do sorgo, a China busca suprir a demanda após problemas climáticos em 2025. Diferentemente de trigo e milho, o sorgo não está sujeito a cotas, o que facilita o incremento de compras.

Quanto à carne, o acordo contempla maior entrada de carne bovina e de aves, com autorização recente para renovar registros de fábricas americanas. A dinâmica pode afetar a demanda por carne de origem australiana no mercado chinês, dependendo do ritmo de compras dos EUA.

Além de itens alimentares, o acordo inclui produtos agrícolas não alimentícios, como algodão e madeira, abrindo espaço para novos fluxos comerciais entre os dois países.

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