Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CCJ do Senado pauta PEC que amplia a autonomia do Banco Central

CCJ adia votação da PEC que amplia autonomia do Banco Central por falta de acordo com o Planalto; senadores da base podem pedir vista

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, comandou a reunião do Copom que manteve a Selic em 15% ao ano, em janeiro de 2026. Foto: Raphael Ribeiro/BC
0:00
Carregando...
0:00
  • A CCJ do Senado vai votar a PEC que amplia a autonomia financeira do Banco Central na próxima quarta-feira, 20, com relatório de Plínio Valério.
  • Não há acordo com o Palácio do Planalto; senadores da base governista devem pedir vista da matéria.
  • O texto mantém teto para despesas de pessoal e encargos do BC dentro do arcabouço fiscal, com possibilidade de exceção autorizada pelo Senado.
  • A proposta pretende ampliar a supervisão do Congresso sobre a gestão administrativa, contábil, orçamentária, financeira, patrimonial e operacional do BC, que passaria a ser caracterizado como entidade pública.
  • O assunto ganha força em meio a controvérsias sobre o comando do BC, com o presidente Gabriel Galípolo apoiando a PEC, enquanto o governo federal esperava, em vão, mudanças na direção para 2025.

O Senado discute a proposta de emenda à Constituição que amplia a autonomia financeira do Banco Central. A votação ficou marcada para quarta-feira, 20, na Comissão de Constituição e Justiça. O texto está sob relato do senador Plínio Valério e depende de acordo com o Palácio do Planalto.

Não houve acordo entre governo e oposição, o que tende a provocar pedidos de vista por senadores da base governista. A CCJ adiou a análise em maio, em razão das sessões semipresenciais determinadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O parecer de Valério, apresentado em 16 de abril, mantém mudanças centrais em relação aos relatórios anteriores. O teto de despesas de pessoal do BC passa a obedecer aos limites do arcabouço fiscal, com possibilidade de exceção mediante autorização do Senado.

A proposta classifica o Banco Central como entidade pública, ampliando a supervisão do Congresso sobre a gestão administrativa, contábil, orçamentária, financeira, patrimonial e operacional. O objetivo é reforçar a autonomia operacional desde 2021, quando o BC deixou de ficar vinculado ao Ministério da Fazenda.

O texto também discute a independência do presidente do BC, cuja gestão de mandato não coincidiria com o do presidente da República, reduzindo possíveis interferências políticas. A matéria surgiu em meio a apurações envolvendo fraudes no Banco Master e possíveis pagamentos de propina para influenciar decisões regulatórias do BC.

Gabriel Galípolo, presidente do BC, tem apoiado a PEC e participou de reuniões com senadores para defender a medida, mesmo com a posição contrária do governo Lula, que esperava que a troca no comando, em 2025, enfraquecesse a proposta. A administração federal prefere manter o controle direto sobre o órgão.

No mês passado, o relator incluiu uma cláusula de blindagem do sistema de pagamentos para evitar interferências externas. A ideia é impedir que o sistema seja transferido a entes públicos ou privados, respondendo a pressões internacionais sobre temas de pagamentos, mantendo o Pix entre as tecnologias sob supervisão nacional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais