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Vinícola Rio Manso, de MG, defende identidade própria na visão de negócios

Rio Manso mira longo prazo: estoque parado até atingir qualidade, com foco em vinho premium, valorização imobiliária e enoturismo próximo a São Paulo

‘Não queremos ser réplica da Toscana’: a visão de negócios da vinícola Rio Manso em MG
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  • A vinícola Rio Manso, em Jacutinga (Minas Gerais), decidiu não vender o primeiro vinho produzido, mantido em estoque até alcançar qualidade compatível com a marca.
  • A primeira garrafa da safra seguinte chega ao mercado no lançamento oficial, previsto para maio, após atingir o nível de qualidade desejado.
  • O projeto investe em três fontes de receita: vinho premium, valorização imobiliária na área e enoturismo com restaurante, salão de eventos e wine bar, com hotelaria prevista para 2026.
  • A área envolve 11 hectares de vinhedos em uma propriedade de 82 hectares, com capacidade de cerca de 65 mil garrafas por ano; o custo de implantação é estimado em R$ 500 mil por hectare.
  • O break-even pode ocorrer em 2027 ou 2028, com retorno total esperado apenas ao longo da próxima década, devido ao ciclo longo de plantio, vinificação e venda.

O primeiro vinho da vinícola Rio Manso ficou pronto no ano passado, mas não foi colocado à venda. A safra ficou estocada por dois anos, pois a equipe avaliou que ainda não atingira o patamar de qualidade para associá-lo à marca em Jacutinga, sul de Minas Gerais, próximo à divisa com São Paulo.

A empresa, formada por quatro sócios — incluindo o executivo da DHL Plínio Battesini Pereira — aposta em um modelo de longo prazo. O lançamento oficial da primeira garrafa da safra seguinte ocorre neste mês de maio, após alcançar o padrão de qualidade desejado.

A Rio Manso está entre as vinícolas abertas na Serra da Mantiqueira nos últimos anos, região que concentra mais de 70 projetos em um raio de 30 km em torno de Espírito Santo do Pinhal, SP. O conjunto dessas iniciativas já soma investimentos superiores a R$ 1 bilhão, segundo estimativas da região.

Estrutura do negócio e custos

O projeto combina vinho premium, valorização imobiliária e enoturismo. O custo de implantação de um hectare de vinhedo é estimado em cerca de R$ 500 mil. A Rio Manso plantou 11 hectares em uma propriedade de 82, com capacidade de produção média de 65 mil garrafas por ano.

A estratégia de venda busca equilíbrio entre produção própria e canais diretos. A rentabilidade depende da venda na propriedade, onde há menor carga tributária e menos intermediários. Vendas apenas em redes de supermercado não dariam retorno sustentável, segundo a equipe.

O plano de negócios prevê três fontes de receita: o vinho premium, a valorização imobiliária adquirida desde 2019 e o turismo. A área já viu o preço do hectare subir cerca de dez vezes nesse período, conforme dados de consultoria citados pela CEO Aline Mabel.

Turismo e região

A vinícola investe em restaurante, salão de eventos e wine bar, com inauguração prevista para outubro. Um projeto de hotelaria deve começar a sair do papel ainda em 2026. A executiva projeta que a região se consolide como polo de enoturismo do Brasil em cinco anos.

A proximidade com São Paulo, a cerca de 250 km, é apontada como vantagem competitiva para atrair visitantes brasileiros. A ideia é explorar o fluxo de consumidores que já visitam vinícolas de outras regiões e reduzir custos de deslocamento.

Pereira comenta que a Mantiqueira vive um momento de inflexão, com pousadas mantendo ocupação contínua e vinícolas recebendo visitantes em dias de semana. Ele ressalta, ainda, que muitos projetos não suportarão o longo ciclo até o retorno financeiro.

O break-even da Rio Manso pode ocorrer em 2027 ou 2028, com o retorno total do investimento esperado apenas na década seguinte, conforme estimativas da equipe. A aposta permanece centrada na qualidade do vinho e na experiência oferecida aos visitantes.

Fonte: reportagem da Bloomberg Línea.

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