- As vendas no varejo dos EUA subiram 0,5% em abril, segundo o Departamento de Comércio, após alta de 1,6% em março revisada para baixo.
- A elevação ocorre em parte pela inflação mais alta impulsionada pelo conflito entre EUA, Israel e Irã, que elevou preços de energia e de outras commodities.
- Os preços da gasolina avançaram 12,3% em abril, segundo a Administração de Informação sobre Energia.
- Restituições de impostos maiores ajudaram a manter o consumo, mas esse efeito vem perdendo força, principalmente entre famílias de baixa renda.
- O varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação aumentou 0,5% em abril, após 0,8% em março.
O faturamento do varejo dos EUA subiu 0,5% em abril, após revisão de 1,6% em março. O Departamento de Comércio informou a leitura nesta quinta-feira, 14 de abril. A alta veio principalmente pela elevação de preços causada pela guerra no Oriente Médio.
Analistas ouvidos pela Reuters apontaram que o dado não ajusta inflação e que o aumento pode refletir preços mais altos, não só maior atividade. Em março, havia expectativa de avanço de 0,5%.
A inflação maior tem relação direta com o conflito entre EUA, Israel e o Irã, que também elevou o preço da gasolina. O índice de preços ao consumidor mostrou avanço pelo segundo mês consecutivo, com a gasolina subindo 12,3% em abril, segundo a EIA.
Impacto nas famílias e no consumo
As restituições de imposto pagas aos cidadãos ficaram em US$ 1.323 médios até 25 de abril, ante o ano anterior, segundo o Internal Revenue Service. Ainda assim, economistas destacam desaceleração do gasto entre famílias de renda mais baixa.
Segundo a PNC Financial, dados internos indicam saque mais rápido das restituições, com aplicação menor em pagamento de dívidas. Consumidores com menor renda gastam mais com combustível e itens de necessidade básica, mantendo parte do consumo em outras áreas.
Vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação avançaram 0,5% em abril, após alta revisada de 0,8% em março. Esse agregado aproxima-se do componente de consumo do PIB.
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