- O orçamento do governo trabalha a favor de jovens e famílias de menor renda, em detrimento de trabalhadores mais velhos e de renda mais alta.
- Medidas incluem redução do desconto de imposto sobre ganho de capital, fim da geared negativa para proprietários, e imposto mínimo de trinta por cento sobre rendimentos de trusts discricionários.
- Trabalhadores públicos recebem um offset de duzentos e cinquenta dólares e uma dedução fiscal imediata de mil dólares.
- Em termos de impacto, Gen Z e millennials ganham cerca de trezentos a quatrocentos dólares por ano, enquanto os boomer perdem entre quinhentos e mil dólares; os 20% mais ricos sofrem queda de cerca de 1.500 dólares, e os mais pobres ganham alguns centenas de dólares.
- Gen X de classe média, cenário de elevação de apoio ao One Nation e promessas de cortes de imposto mais amplos para a faixa de renda intermediária podem sinalizar próximos passos antes das eleições.
O orçamento do governo trabalhista atualiza o cenário fiscal, priorizando famílias jovens e de menor renda, em detrimento dos mais velhos e ricos. A análise é baseada em simulações do ANU, feitas pelo professor associado Ben Phillips, com foco no ano fiscal de 2026-27. A proposta incluye medidas de reforma tributária consideradas para reduzir desigualdades intergeracionais.
Entre as medidas, destacam-se: redução do desconto de imposto sobre ganhos de capital, extinção da tributação negativa para proprietários, e tributo mínimo de 30% sobre rendimentos de trusts discricionários. Além disso, há um offset de US$ 250 para renda auferida e uma dedução fiscal instantânea de US$ 1.000. As mudanças entrarão em fases, mas o efeito agregado foi modelado para 2026-27.
Impactos por faixa etária e renda
Gen Z e millennials recebem maior ganho médio anual de US$ 300 a US$ 400. Já as famílias da geração baby boomer perdem entre US$ 500 e US$ 1.000 com as alterações. No âmbito de renda, o quartil mais rico terá queda média de cerca de US$ 1.500, enquanto o mais pobre obtém ganho de alguns poucos centenas de dólares. Quem depende de outras fontes de renda sofre queda de quase US$ 2.400, com mudanças mínimas para quem ganha de outras formas.
Análise e perspectivas
A avaliação aponta que o pacote é progressivo, mas não transformador, com impactos considerados modestos para a maioria dos brasileiros. O economista alerta que, embora haja benefício para jovens, o efeito geral sobre o padrão de vida fica em torno de 1% a 1,5%. Observa-se que a geração intermediária, especialmente a Gen X, também deverá sentir aperto, o que pode influenciar o apoio a partidos de centro-direita.
Cenário regional e político
Os reajustes atingem mais fortemente áreas de alta renda em Sydney e Perth, mas deixam pouco para regiões com alto custo de moradia e renda baixa, como oeste de Sydney. Analistas destacam que o orçamento não apresenta grandes compensações para os trabalhadores de baixa renda nessas zonas, o que pode influenciar o cenário político de eleitores de renda média em direção a rivais críticos.
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