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Ford utiliza IA para reduzir perdas em carros elétricos

Ford reestrutura US$ 2 bilhões para renascer a Ford Energy, mirando até 20 GWh/ano de baterias a partir de 2027 e a demanda de IA de data centers

A demanda por energia nos EUA deve dobrar até 2030, apresentando uma oportunidade significativa para a Ford. (Foto: Bloomberg)
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  • A Ford reestruturou a antiga joint venture com a SK On e cria a Ford Energy, visando baterias para redes elétricas, com investimento de US$ 2 bilhões.
  • A meta é produzir até 20 gigawatts-hora de capacidade de bateria por ano, com entregas a partir de 2027, a partir da fábrica no Kentucky.
  • A notícia ajudou as ações da Ford, que subiram quase 14% na quarta-feira, o maior ganho em mais de seis anos.
  • A Ford licenciou tecnologia da CATL (Advanced Battery Technology Company), líder em baterias para redes elétricas, para acelerar a entrada no negócio de energia.
  • O foco em baterias de rede é visto como forma de sustentar a estratégia de veículos elétricos da empresa, diante dos prejuízos da divisão Model e e do cenário regulatório dos EUA.

A Ford Motor planeja reestruturar a antiga joint venture Ford Energy, com investimento de US$ 2 bilhões, para criar uma nova frente de baterias de rede. A meta é chegar a até 20 gigawatts-hora (GWh) de capacidade anual a partir de 2027, com produção vinculada à demanda de dados e IA.

A reestruturação recoloca a Ford no setor de baterias, destacando a posição da empresa diante do crescimento da demanda por energia de data centers. A mudança surge após a joint venture com a sul-coreana SK On ter registrado prejuízos e entrado em baixa contábal.

A Ford Energy renasce no Kentucky, onde ficava a fábrica de baterias da Ford para veículos elétricos. O negócio faz parte da estratégia de reutilizar ativos e explorar oportunidades no segmento de energia, combinando com a atual linha de veículos elétricos.

Ao longo do processo, a Ford licenciou tecnologia da CATL, líder global em baterias, para viabilizar o negócio de energia. A empresa espera que o licenciamento gere margens e contribua para a rentabilidade, com projeções iniciais de EBIT em torno de US$ 600 milhões em alguns anos.

A perspectiva de crescimento é associada à demanda de energia dos EUA, que a Bloomberg NEF projeta dobrar até 2030. O crescimento envolve a expansão de baterias para rede elétrica, apoiado pela necessidade de suporte a data centers e pela confiabilidade de suprimento em redes com novas usinas.

Além disso, a divisão Model e da Ford, ligada a caminhões elétricos, tem histórico de prejuízos. A nova estratégia busca mitigar esse cenário ao explorar receitas com baterias para redes, mesmo diante de incertezas regulatórias e políticas de crédito fiscal para veículos elétricos.

A transição ocorre em meio a um ambiente de fusões e aquisições de tecnologia energética, com aumento do interesse em soluções de armazenamento para redes elétricas. O movimento da Ford é visto como uma forma de manter opções abertas para o futuro de veículos elétricos, ao mesmo tempo em que aproveita oportunidades no setor de energia.

A empresa espera que a recuperação de ativos e a alocação de capital estimulem a viabilidade econômica, mantendo a Ford Digitando futuras possibilidades de expansão no campo de baterias para redes, sem depender exclusivamente de veículos elétricos.

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