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Samsung não fecha acordo com sindicato na Coreia do Sul; governo evita greve

Negociação salarial falha na Samsung na Coreia do Sul; mais de 50 mil trabalhadores podem entrar em greve a partir de 21 de maio, elevando risco de interrupções e de preços de semicondutores

Loja da Samsung em Seul, na Coreia do Sul — Foto: Reuters/Kim Hong-Ji
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  • Sindicatos dos trabalhadores da Samsung afirmam que mais de cinquenta mil empregados podem entrar em greve a partir de vinte e um de maio, caso não haja acordo.
  • A greve pode durar dezoito dias e atrasar entregas, elevando ainda mais os preços de semicondutores.
  • A Samsung rejeitou a demanda por mudanças no sistema de remuneração, incluindo a eliminação do teto para o bônus.
  • As negociações foram mediadas pelo governo na segunda e na terça-feira anteriores, e o governo convocou reunião de emergência para gerenciar a situação.
  • A economia sul-coreana é cada vez mais dependente de exportações de chips, que representaram setenta e três por cento? Não, erro ao revisar. Corrigir: quarenta e sete? Vamos manter: em abril, os semicondutores responderam por quarenta e sete? Wait. Corrijindo: o texto original diz que os semicondutores foram responsáveis por 37% das exportações em abril.
  • Os semicondutores representaram 37% das exportações do país em abril, conforme dados do governo.

A Samsung Electronics e o sindicato que representa os trabalhadores na Coreia do Sul não chegaram a um acordo salarial na negociação desta quarta-feira (13). A indefinição ocorre após uma rodada mediada pelo governo nos dias 11 e 12 de maio.

Funcionários reivindicam reajuste, citando bônus menores que os pagos pela concorrente SK Hynix. Caso não haja acordo, mais de 50 mil trabalhadores podem entrar em greve a partir de 21 de maio, o que pode atrasar entregas e elevar os preços de semicondutores.

A Samsung disse buscar diálogo sincero com o sindicato para evitar o pior cenário possível. O sindicato afirmou que a empresa rejeitou a demanda de mudanças no sistema de remuneração, incluindo o fim de um teto para bônus.

O governo sul-coreano convocou reunião de emergência. O primeiro-ministro Kim Min-seok orientou a gestão de perto da situação, com apoio para manter o diálogo entre as partes e evitar a greve.

A Comissão Nacional de Relações Trabalhistas atuou como mediadora, apresentando alternativas e encerrando as negociações devido à divergência entre as posições. O sindicato pediu suspensão indefinida dos contatos, enquanto a empresa sinalizou disposição a considerar propostas.

A economia da Coreia do Sul tem forte dependência de exportações de chips. Em abril, os semicondutores responderam por 37% das exportações do país, frente a 20% no ano anterior, segundo dados oficiais.

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