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Mitre mira entrada no Minha Casa Minha Vida após recorde de vendas na alta renda

Mitre Realty prepara entrada no Minha Casa Minha Vida como sócia passiva, com lançamentos esperados no início de 2027 e VGV de R$ 600 milhões

São Paulo: incorporadora paulistana se prepara para entrar no MCMV como sócia passiva
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  • Mitre Realty planeja entrar no Minha Casa Minha Vida como sócia passiva em projetos desenvolvidos por parceiros especializados, com o nome do parceiro a ser divulgado em breve.
  • A incorporadora já comprou dois terrenos com Valor Geral de Vendas estimado em 600 milhões de reais, enquadrados na faixa 3 do programa, com lançamento previsto para o início de 2027.
  • A estratégia busca ampliar o landbank no segmento econômico até o final do ano, mantendo o foco no desenvolvimento na média e alta renda, hoje responsável por grande parte dos negócios.
  • No primeiro trimestre de 2026, a Mitre tornou-se mais dependente da alta renda, que somou VGV recorde de 917 milhões de reais em um único empreendimento de alto padrão em Pinheiros; o segmento representa setenta por cento do total.
  • Para o restante de 2026, a empresa projeta dois lançamentos de alta renda que somariam cerca de 800 milhões de reais em VGV, com possível terceiro projeto no quarto trimestre; o lucro líquido do trimestre ficou em 18,4 milhões de reais, e as margens apontaram ganhos em relação ao ano anterior.

A Mitre Realty, incorporadora paulista com atuação histórica na média e alta renda, prepara-se para estrear no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) na faixa econômica. A entrada ocorrerá como sócia passiva em projetos desenvolvidos por um parceiro especializado, ainda não divulgado. Lançamentos devem ocorrer no início de 2027.

A empresa já adquiriu dois terrenos com Valor Geral de Vendas estimado em R$ 600 milhões, classificados na faixa 3 do MCMV. O plano envolve ampliar o portfólio de terrenos (landbank) nesse segmento até o fim do ano.

A decisão de atuar no MCMV surge em meio a um mercado mais desafiador para a média renda, que representa 30% do negócio da Mitre. Os demais 70% concentram-se na alta renda, responsável por um VGV recorde no primeiro trimestre de 2026.

Plano de entrada no MCMV

A Mitre mantém o foco no setor de alto padrão e prevê manter a atuação majoritária nesse núcleo, mesmo com a diversificação anunciada. Para 2026, a empresa projeta dois lançamentos de alta renda, somando cerca de R$ 800 milhões em VGV, com possibilidade de um terceiro projeto no quarto trimestre.

No primeiro trimestre de 2026, a Mitre registrou lucro líquido de R$ 18,4 milhões, alta de 63,6% frente ao mesmo período de 2025. A margem bruta ajustada atingiu 34,9%, o sétimo avanço consecutivo desde 2024. A margem bruta contábil ficou em 28,5%.

O CEO Fabrício Mitre afirmou que os índices operacionais melhoraram de forma consistente desde 2024, com margens históricas retornando após períodos de compressão. A empresa comunicou que pretende manter o DNA de atuação no segmento, mesmo com a entrada estratégica no MCMV.

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