- O mercado imobiliário de luxo global subiu 3,2% em 2025, com 73 de 100 mercados analisados registrando alta, segundo o The Wealth Report da Knight Frank.
- Em várias cidades, US$ 1 milhão compra menos metros quadrados; Dubai teve a maior queda, de 183 m² em 2020 para 62 m² em 2025.
- Mônaco continua entre os mais caros, ainda com menos de 20 m² adquiríveis por US$ 1 milhão, em termos próximos de 16–17 m².
- Tóquio liderou a valorização em 2025, com alta de 58,5% no índice de imóveis de luxo da Knight Frank.
- Entre as grandes cidades, Melbourne e Londres foram as únicas a registrar desaquecimento nos últimos cinco anos.
O mercado imobiliário de luxo global permanece aquecido, mas o poder de compra com US$ 1 milhão recuou em quase todas as cidades analisadas. O relatório The Wealth Report, da Knight Frank, aponta queda na área adquirível em 2025 frente a 2020, reflexo de riqueza crescente e oferta limitada.
Entre as grandes cidades, apenas Melbourne e Londres registraram desaquecimento. Em Dubai, a variação foi mais acentuada: de 183 m² em 2020 para 62 m² em 2025, sinalizando impacto expressivo da valorização local. Monaco manteve-se acima de 16 m², ainda menor que 20 m².
Mudanças relevantes por cidade
- Monaco: 16 m² (2025) vs 17 m² (2020) | -7%
- Hong Kong: 23 m² estáveis | 0%
- Genebra: 28 m² (2025) vs 37 m² (2020) | -25%
- Singapura: 28 m² | -22%
- Londres: 33 m² (2025) vs 31 m² (2020) | +7%
- Nova York: 34 m² | -3%
- Los Angeles: 36 m² | -28%
- Tóquio: 37 m² | -41%
- Paris: 37 m² | -11%
- Viena: 39 m² | -5%
- Sydney: 42 m² | -5%
- Xangai: 44 m² | -11%
- Milão: 46 m² | -24%
- Miami: 58 m² | -40%
- Berlim: 59 m² | -11%
- Dubai: 62 m² | -66%
- Madri: 75 m² | -19%
- Lisboa: 80 m² | -14%
- Melbourne: 83 m² | +4%
- Mumbai: 96 m² | -9%
Tóquio e Miami mostraram quedas expressivas de 2020 a 2025: 62 m² para 37 m², e 97 m² para 58 m², respectivamente, sinalizando fortes ajustes no preço relativo do dólar em áreas premium.
Segundo o relatório, o recuo geral no poder de compra ocorre por conta do rápido crescimento da riqueza, da oferta restrita e da demanda de investidores globais, que reduzem o espaço adquirido com o dólar em mercados de alto padrão.
Desempenho de 2025
No acumulado do ano, Tóquio lidera a valorização dos preços, com alta de 58,5% segundo o índice PIRI (Prime International Residential Index) da Knight Frank. Dubai ficou em 25,1%, seguido por Manila, Seul e Praga.
O PIRI acompanha apenas o topo do mercado de luxo — os 5% mais caros — em grandes cidades globais. O índice funciona como termômetro da valorização de imóveis de alto padrão ao redor do mundo.
Em 2025, o preço global de imóveis de luxo subiu 3,2%, com 73 dos 100 mercados analisados registrando alta. As informações são compiladas pela equipe de pesquisa da Knight Frank, com base em dados próprios e de parceiros locais.
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