- O Conselho de Prática Contábil do Reino Unido (Financial Reporting Council) proibiu cinco ex-funcionários da Carillion, incluindo o ex-diretor financeiro Richard Adam e seu sucessor Zafar Khan, por conduta “reckless” em relação a informações financeiras entre 2013 e 2016 e no primeiro semestre de 2017.
- Adam, de 69 anos, recebeu proibição de 15 anos pelo órgão, equivalente à suspensão da atuação, além de Sanção financeira de £ 222.019 (desconto concedido).
- Khan, de 58 anos, teve proibição de dez anos e Sanção financeira de £ 60.228, também com advertência severa.
- Ambos já tinham sido multados pelo regulador de mercado FCA (Financial Conduct Authority) por terem induzido investidores, com penalidades de £ 232.830 (Adam) e £ 138.960 (Khan).
- O FRC informou ainda que três diretores de contabilidade sênior não identificados admitiram condutas negligentes na preparação de informações para as demonstrações da Carillion, recebendo bans entre dois e oito anos e multas de até £ 45.000, mais advertências severas.
A Financial Reporting Council (FRC) confirmou nesta terça-feira a suspensão e as penalidades aplicadas a cinco ex-diretores do Carillion, gigante do setor de construção que entrou em liquidação compulsória em 2018. Os responsáveis foram acusados de agir de forma negligente ao preparar informações financeiras de uma empresa listada, afetando o desempenho financeiro entre 2013 e 2016 e no semestre até 2017.
Entre os banidos, destacam-se Richard Adam, ex-diretor financeiro, e Zafar Khan, seu substituto. Adam recebeu proibição de 15 anos pela IC AEW, corroborada por uma sanção financeira de £222.019, reduzida de £550.000. Khan foi banido por 10 anos, com uma sanção de £60.228, reduzida de £225.000. Ambos receberam ainda severas reprimendas.
O FRC informou que três contadores seniores não identificados admitiram condutas inadequadas ao preparar informações para as demonstrações da Carillion, recebendo banimentos que variam de dois a oito anos e sanções entre £26.000 e £45.000. As multas tiveram redução em função de acordos.
Penrose Foss, diretora-executiva de investigações e fiscalização do FRC, afirmou que as sanções refletem a gravidade da falha em manter integridade na elaboração de informações financeiras de uma empresa listada de grande porte. Ele ressaltou a obrigação de atuar com integridade, independentemente do nível hierárquico.
A Carillion faliu com cerca de £7 bilhões de dívidas, provocando 3.000 demissões e impactando 450 projetos públicos, incluindo escolas e prisões. A falência atrasou a construção de dois hospitais e comprometeu o orçamento de várias obras, além de atrasos no estádio do Liverpool FC.
Entre 2017 e 2018, a empresa já havia indicado warnigns de lucro e provisionamentos significativos, sinalizando deterioração financeira que culminou na liquidação. O caso envolve a conduta de executivos e contadores na divulgação de resultados e na gestão de contratos de grande porte no período apresentado.
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