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BTG Pactual lucra R$ 4,8 bi no 1º tri e bate recordes apesar da volatilidade

BTG Pactual registra lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bi no 1º tri, com receita de R$ 10 bi e ROE de 26,6%, em meio a volatilidade global e captação robusta de recursos

No varejo de alta renda, a área de Wealth Management & Personal Banking voltou a registrar receita recorde, de R$ 1,5 bilhão. (Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg)
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  • BTG Pactual teve lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões no 1º trimestre de 2026, queda de 42,3% vs. o mesmo período de 2025, com receitas totais de R$ 10 bilhões e ROE de 26,6%.
  • O banco captou R$ 83 bilhões líquidos de novos recursos (NNM), elevando os ativos sob gestão e administração para R$ 2,6 trilhões.
  • A divisão Investment Banking registrou receitas de R$ 628 milhões, impulsionada pela área de dívida (DCM), M&A e ofertas de ações; Corporate Lending atingiu R$ 2,3 bilhões em receita.
  • Wealth Management & Personal Banking atingiu receita recorde de R$ 1,5 bilhão, com captação líquida de R$ 34,9 bilhões; a área de Asset Management teve NNM de R$ 47,9 bilhões e receita de R$ 783 milhões.
  • Em capitalização e liquidez, o índice de Basileia ficou em 15,9%, o LCR em 160,9% e a base de funding chegou a R$ 379 bilhões; a empresa consolidou a vertical Consumer Finance & Banking após a aquisição integral do Banco Pan.

O BTG Pactual encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões, alta de 42,3% frente ao mesmo período de 2025. As receitas totais chegaram a R$ 10 bilhões, avanço de 34,3%. O ROAE ficou em 26,6%, ante 23,2% há 12 meses.

O trimestre teve maior volatilidade nos mercados e tensões geopolíticas, o que elevou o custo de crédito e pressionou moedas emergentes. Em meio a esse cenário, o banco captou R$ 83 bilhões líquidos de novos recursos (NNM) e atingiu R$ 2,6 trilhões em ativos sob gestão.

Roberto Sallouti, CEO, ressaltou a diversificação da plataforma e a disciplina na alocação de capital, apontando resultados recordes mesmo diante do ambiente desafiador.

Desempenho por área

O Investment Banking registrou receita de R$ 628 milhões, alta de 65,1% ante o 1T25, puxada pela dívida (DCM) e avanços em M&A e ofertas de ações.

O Corporate Lending atingiu R$ 2,3 bilhões em receitas, alta de 20,7%, com carteira de crédito de R$ 281 bilhões, incluindo R$ 32,9 bilhões para PMEs.

Sales & Trading somou R$ 1,9 bilhão, crescimento de 43,1%, enquanto o VaR recuou para 0,32% do patrimônio, sinalizando gestão de risco mais conservadora.

Nova vertical e liquidez

No varejo de alta renda, Wealth Management & Personal Banking atingiu receita recorde de R$ 1,5 bilhão, +44,6% anual. Captação líquida de R$ 34,9 bilhões no trimestre.

Na Asset Management, o NNM somou R$ 47,9 bilhões e a receita ficou em R$ 783 milhões, aumento de 6,5%.

A criação da vertical Consumer Finance & Banking ocorreu com a aquisição das ações remanescentes do Banco Pan, consolidando resultados.

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