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Milei avança com privatização da Casa da Moeda em meio à queda de circulação

Milei avança privatização da Casa da Moeda, enquanto circulação de dinheiro em espécie na Argentina atinge mínimo desde 2020 e sindicatos intensificam greve

A gestão de Javier Milei aponta a Casa da Moeda como um dos símbolos do “desperdício” de recursos por parte do governo anterior.
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  • Em maio, a circulação de dinheiro em espécie na Argentina caiu para 5.902,3 milhões de unidades, o nível mais baixo desde meados de 2020, com queda de 50,2% respecto ao recorde de julho de 2024.
  • O governo de Javier Milei busca acelerar a privatização da Casa da Moeda, transformando-a em Sociedade Anônima Unipessoal em 2025, com meta de arrecadar cerca de US$ 2 bilhões.
  • A Casa da Moeda ficou sob intervenção, com suspensão da impressão de notas desde outubro de 2024 e decisão de importar cédulas para reduzir custos.
  • O sindicato La Bancaria convocou greve para a próxima quarta-feira, 13 de maio, após fechamento de 12 tesourarias regionais e risco de 32 empregos, em meio a tensões com o Banco Central.
  • Dados indicam que mais de 62% das notas em circulação correspondem às quatro denominações mais altas, e houve queda nos saques em 2023 e início de 2024, com 41,3 milhões de saques em fevereiro e 89% realizados em caixas eletrônicos.

O dinheiro em espécie circulante na Argentina recuou pela metade no último ano, conforme dados oficiais. Em maio, havia 5,902 bilhões de unidades, o menor nível desde junho de 2020. A queda total atinge 50,2% desde o pico de 11,859 bilhões, registrado em julho de 2024. O Banco Central informou o recuo em atualização recente.

A redução ocorre em meio à agenda do governo de Javier Milei, que busca acelerar a privatização da Casa da Moeda (CMA). A CMA foi transformada em Sociedade Anônima Unipessoal (SAU) em abril de 2025, como parte de um plano de venda de ativos públicos. A medida faz parte de um conjunto de medidas para reduzir gastos do estado.

A privatização da CMA faz parte de uma lista anunciada pelo ex-ministro Luis Caputo, com meta de arrecadar cerca de US$ 2 bilhões até 2026. O governo já havia suspendido, em outubro de 2024, a impressão de notas por contratos com o BC, passando a importar papel-moeda para reduzir custos.

Tensão com sindicatos

O sindicato La Bancaria convocou greve para a próxima quarta-feira, 13, após paralisação em 27 de abril com protesto contra o fechamento de 12 agências regionais e a possível perda de 32 postos de trabalho. A mobilização enfatiza impactos locais nas economias regionais.

O Banco Central alegou que o fechamento de tesourarias regionais visava ampliar eficiência na distribuição de dinheiro, com critérios técnicos de geografia, cofres, pessoal e fluxo de remessas. A entidade cita risco de atingimento de trabalhadores e comunidades próximas.

A medida de reduzir a circulação de papel moeda acompanha a desaceleração de demanda por dinheiro físico, em meio ao crescimento de pagamentos eletrônicos. Dados do BC mostram que a participação do dinheiro físico caiu para cerca de 2% do PIB, em comparação com 6% histórico.

Volumes por denominação e cenário de pagamentos

Mais de 62% das notas em circulação correspondem às denominações altas (1.000, 2.000, 10.000 e 20.000 pesos). A maior parte do dinheiro restante representa notas de valores menores. Em fevereiro, 41,3 milhões de saques ocorreram em 17.192 caixas eletrônicos, totalizando cerca de ARS 4 bilhões.

Os saques caíram consideravelmente desde 2023, quando houve recorde de 118,6 milhões de saques em dezembro. Em março passado, o quadro já mostrava redução do emprego de dinheiro físico, alinhado ao avanço de meios digitais de pagamento.

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