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Cuba enfrenta impactos significativos da ofensiva dos EUA contra mineração

Saída da Sherritt de Cuba reduz produção de níquel e de energia, agravando a crise econômica diante das sanções dos EUA

Canadense Sherritt encerrou operações de níquel em Cuba, em um movimento visto como novo golpe sobre a economia e o sistema elétrico da ilha.
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  • A mineradora canadense Sherritt encerrará suas operações de níquel em Cuba, sob coerção dos EUA, impactando a produção de níquel, a geração de energia e a entrada de dólares no país.
  • A decisão corta a participação de Cuba em operações de refino em Alberta e em uma operação de comercialização de metais nas Bahamas, reduzindo receitas estrangeiras.
  • A Sherritt também atua na Energas, com participação de um terço, que responde por cerca de dez por cento da capacidade elétrica nacional, essencial para alimentar usinas termoelétricas envelhecidas.
  • Especialistas afirmam que os maiores impactos virão na produção de energia, agravando apagões, em meio a sanções americanas que já atingem remessas, turismo e brigadas médicas cubanas.
  • Historicamente, o níquel foi grande exportação cubana (788 milhões de dólares em 2021); em 2024, ficou em terceiro lugar, com 88,6 milhões de dólares.

A mineradora canadense Sherritt encerrou suas operações de níquel em Cuba sob pressão dos Estados Unidos. A medida deve reduzir a produção do metal usado em baterias e afetar receitas do país.

A saída elimina participação da Sherritt em operações de refino em Alberta e de uma comercializadora de metais nas Bahamas, segundo Omar Everleny Perez, pesquisador da Universidade de Havana. A notícia impacta também a geração de energia.

A Sherritt opera na ilha através de Energas, joint venture com empresas estatais de energia e petróleo, com participação de 1/3. A Energas representa cerca de 10% da capacidade energética nacional.

A saída pode agravar apagões já frequentes, pois a energia de reserva depende dessas usinas para manter o funcionamento de termelétricas envelhecidas. Peso relevante para o setor elétrico cubano, segundo Perez.

As ações da Sherritt recuaram fortemente nos mercados canadenses, caindo até 10% após o anúncio. A decisão vem em meio a um bloqueio econômico americano que já afeta remessas, turismo e brigadas médicas de Cuba.

Contexto econômico e consequências

Analista canadense e professor da Universidade Augusta, Paolo Spadoni, afirma que o país enfrenta impacto direto na arrecadação e na produção de níquel, que já havia recuado de liderança em 2021 para o 3º lugar em 2024.

Spadoni aponta que a retirada “é uma concessão às sanções” que dificultam o funcionamento econômico de Cuba. O país tenta compensar a queda de receitas com outras fontes.

Contexto internacional e respostas

A pergunta envolve outras empresas estrangeiras em Cuba, incluindo operadoras de hotéis espanholas, que podem enfrentar sanções se manterem relações com o conglomerado militar cubano. O horizonte é de readequação de operações.

Reações oficiais

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a Sherritt foi visada por explorar recursos cubanos para beneficiar o regime, utilizando ativos expropriados após 1959. O governo cubano criticou as sanções como chantagem econômica.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla considerou as sanções um ato de intimidação que dificulta a economia nacional, reforçando a necessidade de estratégias para enfrentar o bloqueio.

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