- Allos projeta R$ 540 milhões em recebíveis líquidos nos próximos dez anos com o Master Plan, ligando 72 torres a 13 shoppings em nove estados; 8 torres já foram entregues, 30 estão em lançamento/ construção e 34 em aprovação.
- O modelo é de permuta financeira com preço mínimo garantido: a Allos cede o terreno e recebe um percentual sobre as vendas da incorporadora, sem assumir o risco de incorporação, gerando caixa líquido.
- A iniciativa deve acrescentar cerca de 40 mil moradores à área de influência das unidades, com maior frequência e gasto; dados da Allos apontam que esse público consome cinco vezes mais nos shoppings e gasta 47% a mais que a média mensal.
- A companhia vê potencial adicional de expansão, com 1,7 milhão de metros quadrados de área ainda mapeada para terrenos, além dos 740 mil metros quadrados já contratados; 85% das torres são residenciais, 15% incluem hotéis, hospitais e usos corporativos.
- No primeiro trimestre de 2026, a Allos registrou vendas totais de R$ 9,3 bilhões (alta de 6,6%), receita líquida de R$ 683,3 milhões (alta de 11,8%), EBITDA ajustado de R$ 298,8 milhões (alta de 9,7%), e FFO por ação de R$ 0,60 (alta de 10,0%).
A Allos projeta transformar áreas anexas aos seus shoppings em uma nova frente de receita, com estimativa de R$ 540 milhões em caixa líquido nos próximos dez anos. O plano, chamado Master Plan, prevê torres residenciais, hotéis, hospitais e escritórios conectados aos centros de compras.
Segundo Mário Oliveira, diretor de Novos Negócios, a estratégia utiliza terrenos ociosos e estacionamentos para criar minicidades verticais em 9 estados, ampliando a influência dos shoppings na malha urbana. A expectativa é interligar o varejo à vida urbana 24 horas por dia.
Um dos pilares é o modelo de permuta financeira com preço mínimo garantido, sem assumir o risco de incorporação. A empresa cede o terreno e recebe um percentual sobre as vendas da incorporadora, com caixa líquido assegurado.
Detalhes do Master Plan
A Allos já assinou 72 torres com 19 incorporadoras diferentes, distribuídas por 13 shoppings em 9 estados, de Caxias do Sul (RS) a Belém (PA). Destas, 8 torres já foram entregues, 30 estão em lançamento ou construção, e 34 em aprovação municipal.
Os contratos apontam recebíveis líquidos de R$ 540 milhões nos próximos 10 anos. O formato favorece a liquidez, conforme Oliveira, que afirma que o retorno cresce com vendas acima do esperado e tem piso mínimo caso haja desempenho abaixo do previsto.
A companhia destaca que o impacto vai além da receita direta: moradores vizinhos aos shoppings frequentam mais e elevam o gasto. Dados internos indicam que esse público visita os centros cinco vezes mais e gasta 47% acima da média mensal.
Com as 72 torres contratadas, a Allos estima adicionar 40 mil moradores à área de influência primária, com renda acima do ticket médio do shopping. O mapa atual mostra 740 mil m² de área privativa já contratados e um potencial adicional de 1,7 milhão de m² a explorar.
A composição atual é majoritariamente residencial (85%), com hotéis, hospitais e usos corporativos compondo os 15% restantes, entre eles o hospital da Unimed em Maceió, com 250 leitos.
Resultados e perspectivas financeiras
Mesmo diante de juros elevados, o executivo afirma que o desafio é administrável. Em 2025, a Allos assinou 17 torres em seis cidades, incluindo Cuiabá, Juiz de Fora, Piracicaba, Maceió, São Bernardo e Salvador, onde houve destaque para cinco torres da Moura Dubeux.
No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou vendas totais de R$ 9,3 bilhões, alta de 6,6% frente ao mesmo período de 2025. A receita líquida ficou em R$ 683,3 milhões (+11,8%), e o EBITDA ajustado chegou a R$ 298,8 milhões (+9,7%).
A margem de fluxo de caixa por ação (FFO) avançou 10,0% para R$ 0,60, sinalizando liquidez associada ao portfólio de empreendimentos e ao avanço das novas torres. O desempenho reforça a aposta da Allos em receitas imobiliárias vinculadas aos shoppings.
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