- O Minerva Foods informou lucro líquido de R$ 87,3 milhões no primeiro trimestre, redução de 52,8% frente ao mesmo período do ano anterior.
- O EBITDA ficou em R$ 1,12 bilhão, alta de 16,2% na comparação anual, impulsionado pelas sinergias geradas pela integração de ativos adquiridos da antiga Marfrig.
- O abate caiu 5,3%, para 1,35 milhão de cabeças, enquanto as vendas cresceram 16,2% e atingiram 481,7 mil toneladas, com suporte de estoques.
- A receita líquida somou R$ 13,4 bilhões, alta de 19,8%; o Brasil respondeu por R$ 6,55 bilhões (+23,6%) e o exterior, R$ 7,9 bilhões (+19,6%). A China continua relevante, respaldada por ativos na Argentina, Colômbia e Uruguai.
- O CEO destacou que a diversificação geográfica ajuda a manter volumes para a China, mesmo com tarifas, e que pesquisas de custos logísticos elevam a inflação, mas o efeito é diluído pela integração dos novos ativos, podendo manter parte das margens.
A Minerva Foods confirmou crescimento no EBITDA no primeiro trimestre, impulsionado pelas sinergias de ativos adquiridos. A companhia registrou lucro líquido de R$ 87,3 milhões, queda de 52,8% frente ao mesmo período de 2025, diante de abates menores e preços mais altos da arroba bovina.
O EBITDA ficou em R$ 1,12 bilhão, alta de 16,2% anual, refletindo ganhos com a integração de ativos obtidos com a antiga Marfrig, finalizados em 2025. O diretor financeiro ressaltou que o trimestre foi volátil, mas manteve o ritmo de expansão graças às novas plantas.
A empresa reduziu o abate para 1,35 milhão de cabeças no período, queda de 5,3%, enquanto as vendas chegaram a 481,7 mil toneladas, alta de 16,2%, amparadas por estoques disponíveis. A receita líquida somou R$ 13,4 bilhões, avanço de 19,8%.
Diversificação geográfica
Executivos destacaram que a China deve receber volumes similares neste ano, mesmo com tarifas, por conta da presença de ativos na Argentina, Colômbia e Uruguai. A estratégia de diversificação geográfica é apontada como amortecedora diante de restrições tarifárias.
Até então, as vendas aos Estados Unidos aparecem como opção para compensar parte das vendas que deixariam de ocorrer com a China. A gestão afirmou que o volume para a China continua sendo o maior da empresa.
Contexto de mercado e perspectivas
A China é vista como prioridade estratégica, com a América do Sul mantendo excedentes para exportação em cenário de aperto global. OCEO reforçou que a combinação de sinergias e reduzidas despesas operacionais ajuda a diluir o impacto da inflação de custos logísticos.
O executivo-chefe mencionou ainda que o Brasil, no quadro atual, passou a ser um polo de suprimento importante para vizinhos da região, fortalecendo a posição da Minerva como fornecedor diversificado.
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