- Os presidentes Lula e Donald Trump se reuniram na Casa Branca, em 7 de maio, em um encontro de trabalho para tratar de tarifas e comércio, com promessas de novos encontros.
- A sessão durou mais de três horas e contou com a participação de autoridades econômicas de ambos os lados.
- Lula afirmou que os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do Brasil, destacou o déficit da balança comercial entre janeiro e abril de 2026 em US$ 1,36 bilhão e disse que a tarifa média brasileira é de 2,7%.
- O Brasil sinalizou interesse em parcerias de minerais críticos e terras raras; a organização do encontro contou com a participação do empresário Joesley Batista.
- Economistas ressaltaram que ainda não houve medidas concretas, e avaliações apontam para novas discussões nos próximos 30 dias.
Donald Trump recebeu o presidente Lula nesta sexta-feira, 7, na Casa Branca, para um encontro de trabalho a portas fechadas. O objetivo foi discutir tarifas, comércio e cooperação econômica entre Estados Unidos e Brasil. A reunião durou mais de três horas e ocorreu após ajustes por telefone na véspera.
A conversa ocorreu em Washington, após ter ficado em stand-by desde março devido a tensões regionais no Oriente Médio. No encontro, participaram equipes econômicas dos dois lados, com foco em temas de comércio, terras raras e políticas de parceria estratégica.
A participação brasileira teve a presença de ministros e assessores, incluindo Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). A organização contou com a participação de agentes próximos ao governo.
Segundo balanço inicial, Lula destacou a posição do Brasil como principal parceiro comercial dos EUA e afirmou interesse em reforçar a parceria estratégica para negócios e investimentos. O tema de minerais críticos ganhou relevância com a exploração de terras raras no território brasileiro.
Entre os dados apresentados, Lula mencionou o déficit da balança comercial brasileira com os EUA entre janeiro e abril de 2026, que somou US$ 1,36 bilhão. O presidente afirmou que a tarifa média brasileira fica em 2,7%, abaixo da cota apresentada por Trump, que era de 12%.
O encontro também tratou de medidas ainda a serem alinhadas. As equipes devem se reunir nos próximos 30 dias para avançar em parâmetros comerciais considerados mais equilibrados para ambos os lados. Propostas sobre crime organizado foram entregues à equipe de Trump, mas não entraram no foco da conversa entre os chefes.
Analistas ouvidos avaliaram que, apesar do tom positivo, não houve anúncio de medidas concretas após o encontro. O mercado financeiro acompanha o desdobramento das conversas, com expectativa de impactos a depender de próximos acordos ou ajustes tarifários.
Histórico da relação bilateral aponta continuidade de uma relação pragmática, com tensões por políticas de proteção econômica dos EUA. O Brasil busca manter negociações com a União Europeia e a China para reduzir dependência de mercado norte-americano e ampliar parcerias.
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