- O conflito no Irã elevou as despesas da Maersk em cerca de US$ 500 milhões por mês, conforme afirmou o CEO Vincent Clerc.
- A empresa pretende repassar os custos aos clientes e manteve sua orientação para 2026, apesar da elevação recente de preços do petróleo.
- As ações da Maersk caíram até 4,7% em Copenhague após a divulgação.
- O lucro do primeiro trimestre, medido antes de juros, impostos, depreciação e amortização, foi de US$ 1,75 bilhão, acima da média prevista pelos analistas. A empresa manteve a previsão de crescimento de 2% a 4% para o mercado global de contêineres em 2026.
- No Golfo Pérsico, a Maersk mantém navios presos com parte da frota, e alguns podem permanecer lá até que haja maior segurança para transitar pelo estreito de Ormuz.
O aumento de custos relacionado à guerra envolvendo o Irã impacta a Maersk, segundo o CEO Vincent Clerc. Ele afirmou que o choque no preço do petróleo eleva despesas e deve perdurar neste trimestre e no próximo. A transportadora estuda repassar integralmente esses custos aos clientes.
Clerc disse, em entrevista à Bloomberg Television, que a Maersk já observa uma elevação de cerca de US$ 500 milhões por mês nas despesas. A empresa mantém, porém, a orientação financeira, crendo que os custos poderão ser repassados aos clientes.
As ações da Maersk caíram até 4,7% em Copenhague após a divulgação. O CEO destacou que a demanda tem sido uma característica forte nos últimos dois anos e pode vigorar no segundo trimestre. O cenário para o fim de 2026 é mais incerto, dependendo da duração do conflito e dos preços de energia.
A companhia informou anteriormente que o conflito no Irã teve impacto limitado no primeiro trimestre. Os ataques entre EUA e Israel começaram em 28 de fevereiro. A Maersk manteve previsão de crescimento global no setor de contêineres entre 2% e 4% para 2026.
As tarifas de frete subiram desde o início do conflito, ainda que sem piora tão acentuada quanto em crises anteriores. O setor enfrenta também maior custo com combustível e seguro de navios, pressionando margens, mesmo com elevação de tarifas.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do 1º trimestre foi de US$ 1,75 bilhão, acima da expectativa de analistas (US$ 1,66 bilhão). A Maersk reiterou a previsão de crescimento para 2026.
A empresa mantém a visão de que a demanda global pode não apresentar trajectory estável diante de incertezas inflacionárias e impactos secundários da guerra. A orientação contempla cenários de reabertura de Ormuz e do Mar Vermelho ao comércio em 2026.
A defesa de Clerc é manter a operação estável para enfrentar a volatilidade. Parte da frota permanece no Golfo Pérsico, com navios próprios ou fretados, até que haja condições seguras para transitar, segundo o executivo.
Entre na conversa da comunidade