- O diretor financeiro da Vale, Marcelo Bacci, disse que a forte demanda da China sustenta as perspectivas da empresa para os próximos trimestres.
- A China responde por aproximadamente 60% do volume de vendas da Vale, mantendo o país como principal desempenho de demanda.
- Mesmo com resultados do primeiro trimestre abaixo do esperado, a demanda chinesa e o impulso do setor industrial ajudam a manter o cenário positivo.
- A desaceleração da construção na China tem sido compensada pelo crescimento das exportações de aço e pela demanda por bens como automóveis e geladeiras.
- Quase ao mesmo tempo, o aumento dos custos de energia, ligado ao conflito no Oriente Médio, elevou custos de produção e elevou cotações de minério de ferro; há preocupação com o efeito inflacionário de um conflito prolongado.
A Vale vê sustentação de sua demanda pela China, mesmo com resultados do primeiro trimestre abaixo do esperado. O CFO Marcelo Bacci afirmou, em entrevista à Bloomberg TV, que a percepção de força no mercado chinês mantém o tom positivo para os próximos trimestres. A visão é de continuidade de demanda moderada a robusta.
A China responde por cerca de 60% do volume de vendas da Vale, segundo o executivo. A mineradora destaca que a demanda do país tem segurado o mercado global de minério de ferro, compensando fraquezas setoriais em outros mercados e riscos geopolíticos que elevam custos na indústria.
A desaceleração do setor de construção chinês tem sido compensada pelo aumento das exportações de aço e pelo consumo de bens industriais, como automóveis e geladeiras, aponta Bacci. Com isso, a Vale mantém cautela diante de um cenário de custos elevados.
Fatores de custo e dinâmica de preços
O aumento dos custos de energia, ligado ao conflito no Oriente Médio, impacta produtores e eleva as cotações de commodities. Contractos futuros de minério de ferro em Singapura subiram cerca de 12% desde o fim de fevereiro, período inicial do conflito com o Irã.
Apesar da elevação de custos, o executivo ressalta que a volatilidade geopolítica pode afetar a demanda caso o conflito se estenda. A Vale mantém o foco em mercados-chave e na resiliência da demanda chinesa, sem indicar mudanças estratégicas imediatas.
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