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UE planeja banir tecnologia chinesa, custo pode passar US$ 400 bilhões

UE planeja eliminar tecnologia chinesa para reforçar a segurança digital, custo estimado acima de US$ 400 bilhões entre 2026 e 2030, com energia e telecomunicações mais afetadas

Bandeiras da União Europeia — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters
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  • A União Europeia planeja eliminar gradualmente o uso de equipamentos de fornecedores chineses para reforçar a segurança digital, com custo estimado em mais de US$ 400 bilhões nos próximos cinco anos.
  • Segundo a Câmara de Comércio da China na União Europeia, a substituição em dezoito setores custaria 367,8 bilhões de euros (US$ 432,83 bilhões) entre 2026 e 2030, sendo a Alemanha responsável por quase metade do valor.
  • Os setores mais afetados seriam energia e telecomunicações, pilares das transições digital e verde da UE.
  • A Huawei criticou a medida; o governo chinês ameaçou adotar medidas contra a UE.
  • O processo legislativo ainda está no início, e a Comissão Europeia sugeriu restringir recursos da UE a projetos com investidores de alto risco, o que poderia levar ao desligamento remoto de redes elétricas de um estado-membro.

A União Europeia planeja eliminar gradualmente o uso de equipamentos de fornecedores chineses para reforçar a segurança digital. A medida pode custar ao bloco mais de US$ 400 bilhões nos próximos cinco anos, conforme Estudo da CCCEU, divulgado neste miércoles.

Segundo a Câmara de Comércio da China na União Europeia (CCCEU), a substituição forçada de fornecedores chineses em 18 setores exigiria 367,8 bilhões de euros entre 2026 e 2030 (US$ 432,83 bilhões). O relatório aponta perda contábil de ativos, menor eficiência e atraso na digitalização.

  • Amedida recebeu críticas da Huawei, que figura entre as empresas mais afetadas. O governo chinês também ameaçou adotar contramedidas contra a UE.

A pesquisa, realizada pela KPMG, aponta que dois setores devem sofrer o maior impacto: energia e telecomunicações, ambos centrais para as transições digital e verde previstas pela UE.

Seis países da UE teriam perdas superiores a 10 bilhões de euros: Alemanha, França, Itália, Espanha, Polônia e Países Baixos. Para a Alemanha, a estimativa é de 170,8 bilhões de euros.

Governos da UE e o Parlamento Europeu estão nos estágios iniciais do processo legislativo necessário para tornar as novas regras lei, com alterações prováveis.

A Comissão Europeia também recomendou, na segunda-feira, restringir o uso de recursos da UE em projetos com investidores de energia de fornecedores de alto risco, o que poderia, segundo o órgão, levar ao desligamento remoto de redes elétricas de um Estado-membro.

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