- A Riachuelo registrou lucro líquido de R$ 5 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 45,9 milhões no mesmo período do ano anterior.
- O Ebitda ajustado consolidado ficou em R$ 268 milhões, alta de 14,1%, com margem de 11,5%.
- Vendas nas mesmas lojas no vestuário subiram 10,1% no trimestre, o 11º período consecutivo de crescimento.
- O CEO, André Farber, disse que os ganhos devem seguir e a margem deve continuar expandindo, atribuindo o desempenho à integração com a fábrica própria e a melhoria de gestão de estoque e de coleções.
- Planos incluem abrir entre 15 e 17 lojas neste ano, reformar entre 4 e 5 unidades até 2026 e expandir o novo conceito de loja para mais pontos de venda, além de desenvolvimento da carteira da financeira Midway.
O grupo Riachuelo, antiga Guararapes, apresentou lucro de 5 milhões de reais no primo trimestre, revertendo prejuízo de 45,9 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado veio após uma redução de perdas no varejo de moda, com EBITDA ajustado de 268 milhões, margem de 11,5%.
As vendas em mesmas lojas no vestuário cresceram 10,1% no trimestre, o 11º período consecutivo de expansão. O desempenho ocorre em meio a uma estratégia de integração entre produção própria e gestão de estoques, vista pelo CEO André Farber como motor de melhoria de margens.
A mudança estrutural passa pela fábrica própria, que facilita precificação e logística. A empresa detalha ganhos com planejamento de coleções, demarcação de itens e controle de estoque, reduzindo excessos. Também houve investimento em equipes de moda e colaborações com estilistas.
No conceito de loja, a Riachuelo testa o formato em pop-up de 240 m² em SP desde 2024 e inaugurou, recentemente, uma unidade expandida no ParkShopping Barigüi, em Curitiba. O plano é realizar entre quatro e cinco reformas até 2026 e ampliar o formato ao longo dos anos.
Ainda segundo Farber, há meta de abrir entre 15 e 17 lojas neste ano, mantendo a média de 15 a 20 inaugurações anuais. A integração com a fábrica própria é apontada como principal fator de expansão de margem, que a empresa pretende manter.
No campo financeiro, a Midway, financeira da companhia, ampliou o portfólio com crédito consignado, com gestão conservadora. A carteira cresce de forma gradual e tem contribuído positivamente para o resultado consolidado, mesmo ante inadimplência elevada.
Em relação ao cenário macro, Farber afirma confiança na trajetória, apesar de inflação alta, juros elevados e inadimplência elevada. A gestão aposta em ajustes operacionais contínuos para manter resiliência diante de possíveis crises.
Quanto às vendas de inverno, o executivo diz que a empresa se prepara para variações climáticas. O inverno rigoroso ajudou o desempenho no ano anterior, mas deixou estoques mais baixos; agora o estoque de inverno está bem regulado para o próximo frio.
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