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Funcionários da WiseTech em indefinição diante IA considerada superior

WiseTech deixa funcionários em limbo enquanto confirma cortes de dois mil empregos, com inteligência artificial aumentando insegurança e pressão trabalhista

WiseTech’s headquarters in Sydney where staff fear many jobs will be lost to AI.
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  • A WiseTech planeja demitir 2.000 dos seus 7.000 empregos em 40 países, em um período de dezoito meses, o que representa quase trinta por cento da força de trabalho.
  • Áreas mais atingidas devem ser produto e desenvolvimento e atendimento ao cliente, com reduções de até cinquenta por cento, segundo o CEO Zubin Appoo.
  • Funcionários estão há quase três meses sem saber se integram o grupo de cortes, enquanto a empresa afirma que o processo é uma transformação organizacional, não apenas redução de custos.
  • A empresa tem elaborado o redesenho de portfólios e estruturas de equipes e diz que não houve decisões finais sobre cargos específicos ainda.
  • Um abaixo-assinado ligado ao sindicato foi lançado para exigir tratamento justo e pacotes de redundancy competitivos, além de canais seguros para reclamações durante o processo.

WiseTech, empresa australiana de software logístico, iniciou uma rodada de cortes que pode atingir até 2.000 vagas, ou quase 30% da força de trabalho, distribuídas em 40 países. A definição ocorre em meio a apostas de que a IA supera funções humanas em algumas áreas.

A empresa informou, em fevereiro, que reduziria postos em áreas como produto, desenvolvimento e atendimento ao cliente, com potencial de retração de até 50% nesses setores. A justificativa envolve transformações organizacionais impulsionadas pela IA.

Enquanto o processo avança, trabalhadores temem permanecer em incerteza por meses. Funcionários relatam pressão para manter a produção enquanto o reajuste de equipes ainda não é definido.

WiseTech mantém que a transformação é estruturada, não apenas econômica. A empresa afirma que redesenhar portfolios e estruturas de time ocorre com consultas a partes interessadas, sem decisões finais sobre funções específicas.

Um grupo de funcionários lançou, nesta semana, uma petição apoiada pela Megaphone, pedindo transparência no redesenho e negociação de pacotes de redundância justos. A iniciativa já acumula centenas de signatários.

A direção destacou que as mudanças devem se efetivar de forma gradual, com diferentes impactos por área, alinhadas a metas de eficiência apresentadas aos investidores. O objetivo é manter a empresa competitiva no setor.

O foco de WiseTech é a integração de soluções com base em IA. Em conversas com investidores, o fundador comentou avanços de agentes IA, que poderiam executar tarefas humanas em minutos e atuar de forma equivalente em horas.

Especialistas refletem que a adoção de IA não implica automaticamente perdas de empregos, destacando que impactos variam conforme a reestruturação e a reskilling dos profissionais. Pesquisas associam uso de IA a produtividade, sem comprovar grandes efeitos sobre empregos.

Para quem permanece, o caminho futuro ainda é incerto. A empresa ressalta que avanços de IA podem trazer ganhos de eficiência ao longo do tempo, refletindo no portfólio e na organização interna.

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